Ação do Banco do Brasil está barata demais para se ignorar, diz Credit Suisse

O Credit Suisse atualizou a recomendação do banco para outperform e elevou o preço-alvo do papel de R$ 38 para R$ 45, o que representa uma valorização de 40% sobre a cotação do pregão da sexta-feira

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O Banco do Brasil está avaliado em R$ 94,7 bilhões

A ação do Banco do Brasil acumula uma desvalorização de mais de 17% em 2021 e fechou as negociações no pregão da B3 na última sexta-feira, 3 de dezembro, cotada a R$ 32,16. Mas há quem enxergue que o mercado de capitais está subestimando o potencial do banco.

Em relatório, o Credit Suisse destacou que a ação do banco está “barata demais” para ser ignorada e atualizou a recomendação para outperform (acima da média do mercado), elevando o preço-alvo do papel de R$ 38 para R$ 45, o que representa uma valorização de 40% sobre a cotação da sexta-feira.

“Mesmo com uma margem financeira mais lenta, os resultados de tesouraria se destacaram diante de uma melhor gestão de ativos e passivos na curva de rendimento, e depósitos mais elevados e margem de capital de giro com a elevação da taxa Selic”, escreveram os analistas Marcelo Telles, Daniel Vaz e Bruna Amorim.

Para os próximos anos, os analistas preveem um crescimento de dois dígitos da margem financeira, com retorno sobre o patrimônio líquido de 15%, aliado a uma “dinâmica sólida” de crescimento anual dos lucros de 15% entre 2021 e 2023.

“Estamos aumentando nossa projeção de lucros em 3% e 13%, respectivamente”, afirmaram os analistas, que projetam um lucro líquido de R$ 22 bilhões para o banco, em 2022, e de R$ 26,6 bilhões em 2023.

No relatório, o Credit Suisse ressalta que, apesar da projeção de um crescimento mais fraco da economia em 2022, fatores como o ambiente de taxas de juros mais elevadas, o sólido desempenho do agronegócio e o cenário positivo e boas expectativas para o segmento de pessoa física abrem boas perspectivas para o Banco do Brasil.

“O crescimento do lucro também deve ser auxiliado por melhores resultados de equivalência patrimonial, impulsionados, principalmente, pela BB Seguridade”, observaram os analistas do Credit Suisse.

O banco destacou ainda que, embora o risco de interferência política sempre foi e seguirá fazendo parte da análise do ativo, as avaliações atuais já incorporam um desconto significativo a partir desse cenário.

“Hoje em dia, há menos espaço de manobra para ingerências políticas com a aplicação da lei de responsabilidade fiscal, além da melhoria dos padrões de governança, sem falar que o Brasil conta com um Banco Central verdadeiramente independente após a aprovação da Lei de Autonomia do Banco Central”, acrescentaram.

Por volta das 10h40, as ações do Banco do Brasil, avaliado em R$ 94,7 bilhões, estavam sendo negociadas a R$ 33,21, alta de 3,14%.

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