Banco Pan espera aprovação de compra da Mosaico para março

Antes disso, a instituição comandada por Carlos Eduardo Guimarães já fez testes com o marketplace da dona dos sites Buscapé, Bondfaro e Zoom. Banco também começou a abrir contas digitais via WhatsApp

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Em 2021, Pan 17,1 milhões de clientes, sendo quase 13 milhões deles oriundos dos canais digitais

O presidente do Banco Pan, Carlos Eduardo Guimarães, estava bem atento à Black Friday de 2021, em novembro do ano passado. Era o primeiro grande teste de fogo da aliança Pan e Mosaico, plataforma que é dona dos sites de comparação de preços Buscapé, Zoom e Bondfaro, comprada por aproximadamente R$ 1,7 bilhão em outubro do ano passado.

Em três dias de evento, foram vendidos 575 milhões em GMV, recorde da empresa. Somados os meses de novembro e dezembro, novos recordes. “Agora é só esperar a aprovação do Banco Central para o nosso acordo com a Mosaico, que deve ocorrer no mês que vem”, disse Guimarães, em evento para anunciar os resultados do banco que é controlado pelo BTG Pactual.

A ideia é oferecer os serviços da Mosaico para os clientes Pan, criando um marketplace, na mesma trilha seguida por outros concorrentes, como o Banco Inter. Ao mesmo tempo, a instituição quer levar para a plataforma os seus produtos de crédito. “A Mosaico entra em nossa estratégia de diversificação e ampliação de canais e também de oferta de produtos e serviços”, afirma Guimarães.

Além da Mosaico, outra forte fonte de captação de clientes é a recém-criada operação que permite a abertura de contas pelo sistema de mensagens WhatsApp. Todos esses canais devem aumentar a média de aquisição de 46 mil clientes por dia do ano passado. Em números anuais, foram 17,1 milhões ao fim de 2021, sendo quase 13 milhões deles oriundos dos canais digitais.

Outros números de destaque do balanço apresentado nesta terça-feira, 8 de fevereiro, foram o lucro líquido de R$ 775 milhões no ano passado, alta de 18% na comparação anual. No trimestre encerrado em dezembro, o valor foi de R$ 190 milhões, 11% sobre o trimestre anterior.

A carteira de crédito somou R$ 35 bilhões, um crescimento de 5% sobre o terceiro trimestre. O volume de transações, quantia que considera a movimentação em cartão de crédito, débito e conta corrente, atingiu R$ 18,7 bilhões, alta de 36% em comparação ao trimestre anterior.

O ROE (retorno sobre o patrimônio) ficou em 13,3%, abaixo do trimestre anterior. Guimarães explica que o patrimônio aumentou do terceiro para o quarto trimestre, enquanto o lucro líquido praticamente andou de lado (R$ 19 milhões contra R$ 190 milhões), o que acabou mexendo marginalmente na rentabilidade.

“Do lado positivo, destacamos o crescimento de 5% da carteira de crédito, maiores receitas de serviços, bons spreads de crédito e maior divulgação do banco digital”, escreveram os analistas do Itaú BBA, Pedro Leduc, Mateus Rafaelli, Marco Calvi e William Barranjard, em relatório. “Do lado negativo, sinalizamos NPLs (créditos não produtivos) crescentes que teriam prejudicado os lucros se não fossem amortecidos mais uma vez pelas provisões existentes.”

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