Depois das maquininhas, CloudWalk se prepara para lançar o seu próprio cartão

Fundador e CEO da CloudWalk, Luis Silva antecipa ao Conexão CEO o lançamento do cartão da fintech e fala sobre como as criptomoedas ainda estão no estágio da “internet discada” e do fim da festa nos aportes de venture capital

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Seis anos separam o primeiro computador ganho por Luis Silva e a primeira empresa criada por ele, em 2005, aos 21 anos. Desde então, em uma linha do tempo que incluiu uma escala no Vale do Silício, o empreendedor fundou outras cinco startups, em áreas como saúde, segurança e engenharia genética.

A joia da coroa nesse pacote é a CloudWalk, fintech de pagamentos fundada em 2013. E que, em novembro de 2021, tornou-se, nas palavras de Silva, um “unicórnio de dois chifres”, ao captar um aporte de US$ 150 milhões liderado pela Coatue Management e ser avaliada em US$ 2,15 bilhões.

A partir da máquina de cartão InfinitePay, usada por mais de 300 mil lojistas, em mais de 5,1 mil cidades, a startup vem construindo um portfólio que inclui, entre outras ofertas, uma carteira digital e uma stable coin. E agora, em uma informação antecipada ao NeoFeed, tem mais uma novidade no forno.

“Vamos lançar o cartão da InfinitePay, que vai atender tanto os nossos mais de 300 mil lojistas como mais de meio milhão de clientes que têm a nossa wallet”, diz Silva, fundador e CEO da CloudWalk, em entrevista ao Conexão CEO (vídeo completo acima).

Após uma fase inicial com um público interno da startup, o produto está sendo testado por um pequeno grupo de clientes e a previsão é de que ele seja lançado nas próximas semanas. Além de funções de débito e de crédito, a fintech aposta em outros recursos para ganhar escala nessa nova oferta.

“Esse cartão é inteligente, porque o saldo estará no nosso blockchain”, conta Silva. “Com esse saldo, podemos ter vários integradores criando mecânicas de bonificação, cashback e programas de fidelidade usando a nossa stable coin e acessando a nossa base de clientes e consumidores.”

No programa, além de mais de detalhes sobre essa dinâmica, Silva fala de concorrência, de construir pontes entre o mercado tradicional de pagamentos e a Web3, de como as criptomoedas ainda estão no estágio da “internet discada”, do fim da festa dos aportes de venture capital e do plano de um IPO, no médio prazo, na Nasdaq.

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