Negócios

Dona da Olympikus agora corre também com Mizuno no Brasil

A Vulcabras, que tem ainda no portfólio de marcas esportivas um acordo local de licenciamento com a americana Under Armour, pagou R$ 32,5 milhões pela japonesa Mizuno, que estava no mercado brasileiro desde 1997, através da Alpargatas, dona da Havaianas. O negócio envolve os direitos sobre licenciamento, distribuição e comercialização

 

Em 2019, a Mizuno faturou R$ 444 milhões no mercado brasileiro

Em fevereiro deste ano, o grupo SBF, controlador da Centauro, anunciou um acordo para assumir a distribuição e a operação dos canais digitais da americana Nike no Brasil, por um período inicial de dez anos.

Sete meses depois, é a vez da Mizuno, também de artigos esportivos, trocar seu parceiro no País. A Vulcabras anunciou na manhã desta segunda-feira, 21 de setembro, que fechou um acordo de R$ 32,5 milhões com a Alpargatas para controlar as operações da marca Mizuno no Brasil.

O contrato, que ainda está sujeito à aprovação regulatória, envolve as frentes de licenciamento, distribuição e comercialização exclusiva dos produtos da Mizuno no País, por um prazo inicial superior a dez anos.

A transação será realizada por meio da marca Azaleia e pelo braço de distribuição da Vulcabras. O negócio inclui ainda a possibilidade de desenvolvimento de produtos e a comercialização em lojas próprias ou pela loja virtual da Mizuno no País.

Nos termos do acordo, a Vulcabras pagará R$ 10 milhões até o fechamento da operação. O valor remanescente será desembolsado em até cinco dias úteis após a determinação final do preço, segundo fato relevante divulgado pela companhia.

Sob a ótica da Vulcabras, a negociação vai ao encontro dos planos da empresa de reforçar sua atuação no segmento de artigos esportivos, cujo portfólio já inclui a Olympikus e também um acordo local de licenciamento para operar a marca americana Under Armour.

A divisão em questão é o carro-chefe dos negócios da Vulcabras. No primeiro semestre, essa unidade reportou uma receita líquida de R$ 241,3 milhões, dentro do montante total apurado pela companhia no período, de R$ 337,3 milhões.

Diante dos impactos da pandemia, a queda na receita líquida total do semestre foi de 46,2%, comparada a igual intervalo, um ano antes. A Covid-19 trouxe impactos na operação, que vinha em um processo de reestruturação há cerca de três anos.

Depois de demitir 30 mil funcionários e fechar 26 de suas 29 fábricas, a empresa contratou a consultoria Galeazzi, de Claudio Galeazzi, para apoiá-la nessa reformulação, que vinha mostrando resultados antes do novo coronavírus.

Dentro desse processo, antes da pandemia, um dos últimos passos foi a venda da sua fábrica em Frei Paulo (SE), para a Dok, por R$ 41,5 milhões. Hoje, a empresa tem duas unidades fabris, em Itapetinga (BA) e Horizonte (CE).

Também em fato relevante, a Alpargatas informou que o negócio está em linha com o planejamento estratégico da companhia de intensificar seu plano de crescimento por meio de investimentos em tecnologia e inovação, “priorizando a expansão global, digital e de portfólio das marcas Havaianas e Osklen.”

A Alpargatas mantinha um acordo local com a Mizuno desde 1997. A parceria havia sido renovada, por um período de 13 anos, em 2014. No ano passado, a marca japonesa faturou R$ 444 milhões no mercado brasileiro, diante de uma receita líquida de R$ 3,7 bilhões da Alpargatas no exercício em questão. A Mizuno fechou o período com 6 lojas próprias no País.

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