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Negócios

Exclusivo: Ex-presidente da Cielo investe em empresa de inteligência de dados

Depois de investir na companhia de fidelidade AllPoints, Eduardo Gouveia agora entra na Hands Mobile e avança com apetite no mundo da tecnologia

 

Eduardo Gouveia tem participação na AllPoints e agora na Hands Mobile

Desde que voltou ao Brasil, depois de um ano sabático na Europa, o executivo Eduardo Gouveia é frequentemente indagado sobre o seu retorno ao comando de uma grande companhia.

A pergunta é natural dada a sua experiência. Gouveia foi CEO da Multiplus, da Alelo, montou a Livelo e presidiu a Cielo. A resposta, dizem amigos, é sempre a mesma. “Não quero saber de grandes empresas. Vou investir em startups.”

O discurso está condizendo com suas ações. Em junho, Gouveia comprou 5% da empresa de fidelidade AllPoints. Agora, ele está comprando uma participação minoritária na Hands Mobile, empresa especializada em inteligência de dados e mídia mobile.

“O Gouveia terá um assento no board da empresa e estará conosco semanalmente”, diz João Carvalho, CEO da Hands, com exclusividade ao NeoFeed. “Ele tem um grande valor estratégico, é um profissional que sabe fazer a transformação digital.”

A entrada de Gouveia na Hands Mobile vai ajudar no plano de aceleração da empresa. Especializada em mobile, ela trabalha com inteligência de dados de milhões de usuários de celular.

“Vou ser o presidente do conselho e ajudar a trazer mais governança para a Hands Mobile”, afirmou Gouveia, com exclusividade ao NeoFeed.

Gouveia conheceu Carvalho ainda quando ele estava na Pontomobi. Na época, Gouveia era presidente da Alelo e contratou a empresa para o desenvolvimento de um aplicativo.

Depois que deixou a Cielo, em julho de 2018, Gouveia passou nove meses em Londres. De lá, observou o trabalho da Hands Mobile. A negociação para comprar uma participação minoritária durou dois meses.

Ele disse ao NeoFeed que pretende ainda investir em mais quatro startups, além da AllPoints e da Hands Mobile. Seu próximo negócio será uma empresa de tecnologia ligada ao setor de recursos humanos.

Com uma tecnologia própria, batizada de Mobile Data Management, a Hands Mobile consegue mapear o comportamento de milhões de pessoas por meio de informações contidas em telefones celulares. São dados individualizados, mas anônimos. É o que o mercado chama de GeoBehavior e App Behavior.

Com uma tecnologia própria, batizada de Mobile Data Management, a empresa consegue mapear o comportamento de milhões de pessoas por meio de informações contidas em telefones celulares

A ferramenta usa, por exemplo os apps contidos no smartphone e também mapeia os locais visitados para traçar perfis e clusters de usuários. É possível saber se uma pessoa tem uma determinada classe social se ela usa o app do Itaú Personnalité e os lugares que ela frequenta.

Com isso em mãos e ampliado exponencialmente, a companhia consegue vender essas informações tanto para marcas se aproximarem dos clientes como também de forma estratégica para empresas. Além de conseguir vender a publicidade com mais precisão.

Modelo Amazon

Recentemente, a Hands, que tem clientes como Oi, Claro e gigantes do varejo, lançou um projeto em conjunto com a LG Electronics do Brasil. Trata-se de tornar os celulares da companhia em plataforma de publicidade. Ou seja, servir propaganda nos aparelhos da empresa coreana.

É um processo muito parecido com o que a Amazon fez em suas plataformas. Aproveitar que milhões de pessoas trafegam por lá todos os dias para vender anúncios direcionados.

No caso da empresa de Jeff Bezos, isso se transformou em uma mina de ouro. Basta ver que, no ano passado, a companhia faturou US$ 10 bilhões com a publicidade. “As empresas estão começando a acordar para isso e queremos intensificar esse serviço”, diz Carvalho.

Para isso, a Hands, que também tem operação no México e conta com o fundo Confrapar como sócio, está captando em mais uma rodada de investimento. O objetivo é conseguir US$ 15 milhões.

O dinheiro seria usado na aquisição de duas pequenas empresas no mercado; na expansão para a América Latina, com a abertura de um escritório em Miami; e na contratação de 60 pessoas. “Principalmente desenvolvedores e cientistas de dados”, diz Carvalho.

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