EXCLUSIVO: O projeto de energia verde de R$ 6,5 bilhões que está prestes a sair do papel

O Brazil Green Energy será instalado no Rio Grande do Norte e vai unir parque solar e eólico no mesmo local. O NeoFeed apurou que grupos internacionais já estão de olho no negócio

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O projeto vai reunir geração solar e eólica em uma área de 2 mil hectares em Areia Branca (RN)

Um dos maiores projetos de energia renovável verde do Brasil está prestes a sair do papel e, segundo apurou o NeoFeed, já tem atraído o interesse de grandes grupos nacionais, do Canadá, de Portugal e da China. Trata-se do Brazil Green Energy (BGE), que deve demandar um investimento de R$ 6,5 bilhões.

O projeto, liderado por Fernando Vilela, da Maturati Participações e veterano no mercado de energia, é híbrido. Ele inclui a construção de um parque solar com capacidade de gerar 821 MW e um parque eólico com capacidade de gerar 231 MW.

Os dois parques serão erguidos no mesmo local: em uma área de 2 mil hectares em Areia Branca, no Rio Grande do Norte. A Brasil Green Energy ainda vai incluir seis Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) em Mato Grosso. Há ainda um estudo para criação de uma usina para produção de Hidrogênio Verde.

O NeoFeed apurou que um executivo da butique de M&A OBB Capital, que está conversando com investidores e é a responsável pela captação, está na Europa apresentando o projeto para vários grupos. Até agora o projeto vinha sendo mantido em sigilo porque todas as licenças estavam sendo buscadas.

O que tem atraído os investidores é justamente essa questão. O parque de energia renovável já conta com as chamadas Lis (Licença de implementação) aprovadas e emitidas pela Aneel, governo do Rio Grande do Norte e órgãos ambientais. São licenças que demoram cerca de 6 anos para serem concedidas. Além disso, em tempos de ESG, o projeto conta com 100% de energia limpa: sol, vento e hidrogênio.

Quando o parque estiver funcionando, a geração de energia renovável 100% verde poderá chegar 3 mil GWh/ano. Para se ter uma ideia, é mais da metade do que todo o estado do Rio Grande do Norte consome. Procurados, os executivos da OBB Capital e da Maturati não responderam.

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