G2D supera R$ 1 bilhão em ativos e faz quatro novos investimentos

O portfólio da gestora da GP se beneficiou do aumento de valor do Mercado Bitcoin, NotCo e Blu Pagamentos, que receberam aportes recentemente. Número de pessoas físicas que investe na companhia ultrapassa 10 mil

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A australiana Who Gives a Crap, uma das startups que passaram a fazer parte do portfólio da G2D

O valor dos ativos da G2D, holding de investimentos criada pela GP Investments, superou R$ 1 bilhão no terceiro trimestre de 2020, um crescimento de 66% em comparação ao trimestre anterior.

O resultado foi impulsionado pela marcação a mercado de alguns dos ativos do portfólio da gestora que receberam investimentos e foram valorizados no período.

Entre eles, a corretora de criptomoedas Mercado Bitcoin que recebeu US$ 200 milhões em rodada liderada pelo Softbank, que a avaliou em US$ 2,1 bilhões. A empresa plant-based chilena NotCo também se tornou um unicórnio ao captar de US$ 235 milhões da Tiger Global. E, por fim, a fintech Blu Pagamentos, que levantou R$ 300 milhões de fundos geridos pela Warburg Pincus

“Temos ainda um potencial enorme, pois apenas esses poucos investimentos tiveram um impacto enorme no portfólio”, diz Carlos Pessoa Filho, diretor de relações com investidores da G2D, ao NeoFeed.

O Mercado Bitcoin, a Blu Pagamentos e a Quero Educação representaram 45% do NAV (net asset value) da G2D no terceiro trimestre. As companhias investidas pela The Craftory, da qual a G2D é acionista, respondem 42%. E as startups da gestora americana Expanding Capital, um venture capital dos EUA que a gestora da GP investe, somam mais 9%.

Contribuíram para o crescimento do valor dos ativos quatro novos investimentos realizados pela G2D no terceiro trimestre. A The Craftory, por exemplo, participou de rodadas em companhias de bens de consumo com uma pegada digital, as chamadas DVNBs (Digitally Native Vertical Brand).

O primeiro aporte foi na britânica Freddie’s Flowers, que desenvolveu um modelo de assinatura para arranjos de flores. Depois, na australiana Who Gives a Crap, que produz papéis higiênicos, toalhas e lenços de papel biodegradáveis. E, por fim, na Allplants, plataforma online de entrega de comidas congeladas saudáveis feitas a base de plantas.

A Expanding Capital também se movimentou e seguiu rodada de US$ 100 milhões na Sure, startup americana de infraestrutura de seguros. No total, a gestora conta com oito unicórnios no seu portfólio, como são chamadas as empresas que valem mais de US$ 1 bilhão. A lista conta com a ClassPass, a Farmer Business Network, a Turo e a Fair.

A G2D, que tem seu BDR comercializado na B3, superou também a marca de 10 mil pessoas físicas investindo no papel. No IPO no Brasil, em maio deste ano, o número de pessoas que haviam entrado na abertura de capital havia superado os 6 mil.

Para Pessoa Filho, esse é um sinal da demanda das pessoas físicas para investir em venture capital, hoje uma classe de ativos restrita a investidores qualificados e institucionais. A G2D vale R$ 672 milhões na B3, com os BDRs cotados a R$ 6,43.

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