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Todos os investimentos de Fersen Lambranho: da GP à G2D (e até suas apostas pessoais)

Em entrevista ao Café com Investidor, Fersen explica as razões que levaram a GP a criar a G2D, conta que está empenhado em construir a Unilever do século 21 e dá sua receita de gestão. Pela primeira vez, fala também de alguns seus investimentos pessoais

 

Em setembro do ano passado, o investidor Fersen Lambranho, presidente do conselho de administração da GP e da G2D, resolveu escrever um blog, espaço em que compartilha suas visões de mundo. Quem clica para saber mais sobre o autor, vai descobrir que ele é “um cineasta frustrado e um empreendedor animado”.

É uma definição que surpreende para alguém que, nos últimos 20 anos, esteve ligado aos primórdios do private equity no Brasil, através da GP, gestora na qual começou como funcionário e depois se tornou sócio, após uma longa jornada na Lojas Americanas, varejista em que começou jovem na área financeira e saiu de lá no fim da década de 1990 como CEO.

Mas ele não tem dúvida: o mundo perdeu um cineasta, mas ganhou um investidor que nunca esteve tão animado. E a razão disso tem três letras: G2D, empresa que abriu o capital e que investe em fatias minoritárias de companhias de tecnologia que crescem de forma acelerada.

“Estamos atrás de companhias que tenham um empreendedor bom, tecnologia robusta, em um mercado muito grande e aceitando ser minoritários, o que não fazíamos na GP”, diz Fersen, ao Café com Investidor, programa do NeoFeed que entrevista os principais gestores de private equity e venture capital do Brasil.

Nesta entrevista, Fersen explica as razões que levaram a GP a criar a G2D, conta que está empenhado em construir a Unilever do século 21, dá sua receita de gestão para as empresas e relembra dos primórdios da GP, no fim dos anos 1990 e começo dos anos 2000, época em que era difícil achar empreendedores. “Não foram poucos os casos de empreendedores que foram contratados nas consultorias e em bancos de investimentos”, afirma Fersen.

Pela primeira vez, Fersen fala também de seus investimentos pessoais. Alguns deles conhecidos, como o caso do fundo Big Bets, contado em um episódio do Café com Investir, com Luiz Guilherme Manzano (quem não assistiu ou ouviu, vale a pena conhecer a história).

Mas outros são inéditos. Um desses investimentos é a Moss, uma plataforma que está tokenizando os créditos de carbono. Outro é a da Wishe Woman Capital, de Rafaela Bassetti, um hub de investimentos que conecta startups lideradas por  mulheres a investidores.

Fersen também aposta na Cyberlabs, startup de inteligência artificial que se uniu a PSafe, e na Grids Capital, um fundo de venture capital de Guy Perelmuter que investe em deep tech. Preocupado com causas sociais, ele também é um dos investidores do Amaz, um fundo que apoia empreendedores na Amazônia.

Em todos os casos, Fersen diz que o objetivo é apoiar iniciativas que acredita ou ter mais conhecimento sobre determinadas áreas que podem ser aproveitadas, depois, em investimentos na GP e na G2D.

Neste episódio do Café com Investidor, que você assiste no vídeo acima, Fersen também fala sobre o seu pedido de demissão na Lojas Americanas e revela quais são seus cineastas favoritos.

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