Negócios

Lazari Jr., do Bradesco, sobre a bandeira Elo: “É o caminho natural que faça um IPO”

O presidente do Bradesco disse ao NeoFeed que uma abertura de capital da bandeira de cartões pode acontecer ainda neste ano ou, no mais tardar, em 2022

 

Octavio de Lazari Junior, presidente do Bradesco

Em janeiro deste ano, o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, declarou que a bandeira de cartões Elo poderia passar por um processo de abertura de capital, mas que faltava combinar com os outros acionistas, o Bradesco e o Banco do Brasil.

Nesta semana, uma reportagem publicada no jornal Valor Econômico revelou que os bancos se movimentam para negociar a empresa ou por meio de um processo de abertura de capital ou por venda direta a um concorrente. Mas nenhuma empresa se pronunciou sobre isso, ainda que seja notório o interesse do BB em se desfazer de ativos que não façam parte de seu core.

Indagado pelo NeoFeed sobre essa possibilidade, o presidente do Bradesco, Octavio de Lazari Junior, foi direto ao ponto. “É o caminho natural que a Elo faça um IPO”, disse Lazari com exclusividade ao NeoFeed. “Parte seria free float, com a governança separada. É uma empresa que caminha a passos largos para isso porque é uma companhia que está muito bem”, disse o executivo.

Ainda não há uma data definida para que isso ocorra, mas não deve demorar. “Se não for neste ano, acredito que em 2021 ou 2022. É uma companhia que tem de abrir o seu capital”, disse. E prosseguiu. “Ela atingiu um tamanho bastante relevante no mercado. Hoje não tem mais problema de utilização de cartão da Elo em nenhum lugar do Brasil e em nenhum lugar do mundo”, afirmou o executivo.

Criada nos anos de 1970 pelo Bradesco, a Elo desapareceu e voltou ao mercado em 2011. “Resgatamos a marca lá de trás, trouxemos o Banco do Brasil e a Caixa, que sempre foram parceiros muito bons para fazer negócio, demos volume para isso e ela cresceu muito”, diz Lazari.

Presidida pelo executivo Eduardo Chedid, a Elo tem o controle dividido da seguinte forma. A Elopar, joint venture de Bradesco e BB, tem 56,969% da empresa, a Caixa conta com uma fatia de 36,889% e o Bradesco com outros 6,142%.

“Resgatamos a marca lá de trás, trouxemos o Banco do Brasil e a Caixa, que sempre foram parceiros muito bons para fazer negócio, demos volume para isso e ela cresceu muito”, diz Lazari.

Os dados de 2019 apontam que a Elo tem uma participação de 14% do mercado com 132 milhões de cartões emitidos. “A Elo, assim como as bandeiras Mastercard e Visa, que têm um senhor valor de mercado hoje, nasceu da nossa vontade de ter uma bandeira própria”, afirma Lazari.

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