Na disputa com o TikTok, o YouTube “paga pra ver”

A partir da próxima semana, o YouTube vai começar a remunerar os criadores de conteúdo original para a plataforma de vídeos curtos Shorts, sua resposta ao TikTok. Os recursos virão de um fundo de US$ 100 milhões

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Em setembro do ano passado, o YouTube escolheu a Índia para dar início aos testes da plataforma de vídeos curtos Shorts, sua resposta para combater o avanço e a popularidade do TikTok, aplicativo do grupo chinês ByteDance.

Pouco a pouco, a nova opção foi ganhando espaço no mapa global da empresa, o que incluiu o lançamento dessa opção no Brasil, há dois meses. Agora, o YouTube sinaliza que promete não economizar nessa estratégia e está dando mais um passo na disputa com o rival.

Com o objetivo de ampliar a oferta e atrair mais conteúdo para o Shorts, na próxima semana, o YouTube começará a remunerar os criadores de vídeos originais destinados a nova plataforma com recursos de um fundo de US$ 100 milhões, batizado de Short Funds.

Mensais e programados para acontecerem no decorrer de 2021 e 2022, os pagamentos serão feitos com base na audiência geral desses conteúdos e envolverão cifras entre US$ 100 e US$ 10 mil, desde que o canal em questão cumpra uma série de requisitos.

Entre eles, ter enviado ao menos um curta elegível nos últimos seis meses; obedecer as regras de direitos autorais e políticas de monetização; e estar em um dos países elegíveis para essa alternativa, o que inclui Brasil, Estados Unidos, Índia, Japão, México e África do Sul, entre outros mercados.

Segundo o site americano TechCrunch, o YouTube calculará o valor a ser pago de acordo com uma série de métricas, com fatores como número de visualizações e localização da audiência.

Com formatos de vídeos curtos e também longos, o Short pode ser acessado por meio de uma aba do aplicativo do YouTube. A navegação por essa opção traz muitas semelhanças com a experiência no TikTok e, ao que tudo indica, a plataforma começa a ganhar volume.

Segundo um relatório recente da consultoria Tubular Labs, citado pelo portal americano Business Insider, de janeiro a junho deste ano, as visualizações de vídeos no Shorts cresceu 514%, enquanto o upload de conteúdos avançou 169%.

O YouTube não é, porém, o único a abrir a carteira para impulsionar o seu ecossistema. Há cerca de três semanas, o Facebook, por exemplo, anunciou o plano de desembolsar US$ 1 bilhão até 2022 para influenciadores que criarem conteúdo em suas plataformas, incluindo o Instagram.

Há pouco mais de uma semana, o próprio TikTok divulgou que irá lançar um fundo de US$ 200 milhões para remunerar criadores de conteúdo para a sua plataforma nos Estados Unidos.

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