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Depois do Facebook, YouTube planeja um rival para o TikTok

Plataforma de vídeos do Google está desenvolvendo o Shorts, uma cópia para enfrentar a rede social chinesa que conquistou mais de 700 milhões de usuários pelo mundo, sendo 7 milhões no Brasil

 

A rede social TikTok, que pertence à chinesa ByteDance, se tornou no pior pesadelo do Instagram, empresa do Facebook; e do YouTube, de propriedade do Google, por atrair milhões de jovens à sua plataforma.

Em pouco mais de um ano, o TikTok conquistou mais de 700 milhões de usuários no mundo. Só no Brasil, a rede social contava com 7,3 milhões de usuários em dezembro do ano passado, um crescimento de mais de 300%, como revelou com exclusividade o NeoFeed.

Depois do Facebook copiar o recurso de vídeos curtos do aplicativo chinês, agora chegou a vez do YouTube. A plataforma de vídeos do Google está planejando lançar o Shorts, a sua resposta ao TikTok, informou o site The Information, citando duas fontes próximas à companhia.

O Shorts vai incluir um feed de vídeos curtos dentro do aplicativo do YouTube. Ele também usará todo o catálogo da plataforma do Google, que inclui diversas músicas licenciadas, bem como as produzidas pelos próprios usuários. O YouTube não quis comentar a reportagem.

O TikTok tem ganhado tração por atingir um público jovem com vídeos curtos sobre temas que vão de comédia, arte, maquiagem até muita música com adolescentes saltando para todos os lados.

Em 2019, a consultoria Sensor Tower estimou que o TikTok gerou US$ 176,9 milhões em receita. O YouTube, por sua vez, faturou US$ 15,1 bilhões no ano passado, quando o Google divulgou métricas financeiras de sua plataforma de vídeo pela primeira vez.

Apesar de pertencer a uma empresa chinesa, o Tik Tok não existe não China. A ByteDance, sua dona, ganhou projeção com a plataforma Toutiao, um agregador de notícias que usa inteligência artificial para adaptar seus conteúdos aos usuários.

Mas seu fundador, Zhang Yiming, resolveu adaptar o conteúdo apostando em vídeos. Em 2016, ele lançou o Douyin, um aplicativo de vídeos curtos que alcançou 100 milhões de usuários na China.

No fim de 2017, a ByteDance comprou o Musical.ly, um aplicativo de vídeo de Xangai com boa penetração fora da China, por aproximadamente US$ 900 milhões. Um ano depois, surgia o TikTok, que só pode ser acessado no exterior. O Douyin não desapareceu e segue sendo usado na China.

No Brasil, o TikTok conta com um escritório local desde agosto de 2018, que dá suporte aos criadores de conteúdos brasileiros e incentiva a comunidade em torno da rede social.

A rápida expansão do TikTok não passou despercebida por Mark Zuckerberg, o fundador do Facebook, dono do Instagram. No ano passado, o Facebook lançou sem grande alarde o aplicativo Lasso, que traz uma experiência similar ao TikTok, permitindo ao usuário fazer vídeos curtos, dublar e utilizar ferramentas de criação, incluindo filtros de imagem e efeitos de edição.

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