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O primeiro teste de fogo da Méliuz na Bolsa

Ao divulgar seu primeiro balanço como empresa pública, a startup de cashback anunciou que vai ampliar sua oferta de serviços financeiros, que foi reforçada recentemente com parceiros de seguros e de crédito. A companhia também está encorpando o portfólio com gift cards de delivery e de aplicativos de mobilidade

 

Fundada em 2011, a Méliuz cresceu e atraiu usuários com seu modelo de cashback, baseado na devolução de parte dos valores gastos pelos consumidores em seu marketplace.

Com esse modelo, no último dia 5 de novembro, a empresa foi a primeira startup do País a chegar a B3. Na oferta pública, a empresa foi avaliada em R$ 1,2 bilhão e captou R$ 661 milhões, dos quais R$ 367 milhões reforçaram o seu caixa.

Menos de duas semanas depois do IPO, a companhia divulgou seu resultado do terceiro trimestre. E aproveitou para dar mais detalhes sobre como planeja dar retorno também aos investidores e acionistas. Agora, como empresa pública.

“Conhecemos cada canto do nosso negócio, a dinâmica dos players e, agora, somos uma empresa mais capitalizada”, disse Israel Fernandes Salmen, cofundador e CEO da Méliuz, em conferência com analistas nesta segunda-feira. “Hoje, literalmente, o sentimento é de day one para nós.”

Na apresentação do balanço, a startup deu um pouco mais de detalhes do que está fazendo e também do que virá pela frente. Nessa última ponta, a empresa vai começar a vender gift cards de serviços de delivery e de aplicativos de corrida, como Uber e 99.

Outro lançamento envolve a possibilidade de fazer recargas de celular, por meio de parcerias com todas as principais operadoras. “Todos esses serviços que estamos trazendo são de altíssima recorrência”, afirmou Salmen. “Vamos lançar cada vez mais produtos que promovam maior engajamento.”

O pacote vai reforçar o portfólio que já ganhou outras novidades recentemente, em linha com o que a empresa havia delineado no roadshow do seu IPO. O leque inclui ofertas em áreas como crédito e seguros e passa por parcerias com empresas como Porto Seguro, Youse, Tokio Marine e SuperSim.

Esses produtos estão sendo adicionados na esteira do avanço do cartão de crédito lançado pela startup em janeiro de 2019 e como parte da estratégia de encorpar cada vez mais a vertical de serviços financeiros da companhia.

“O cartão de crédito foi a maneira de testarmos se poderíamos oferecer serviços financeiros, se os usuários iriam aderir e se conseguiríamos crescer essa base”, afirmou Salmen. “E o terceiro trimestre nos trouxe números e a confiança que precisávamos para trazer mais parceiros de outras linhas.”

No período, a empresa alcançou uma base de 1,6 milhão de cartões, sendo que 1,1 milhão foram adicionados entre julho e setembro. Na prática, o volume representou 70,7% do total de cartões solicitados desde o início da oferta do produto.

A receita líquida da Méliuz nesse intervalo foi de R$ 25,6 milhões, 15% superior ao montante reportado um ano antes. No acumulado de janeiro a setembro, a alta foi de 43%, para R$ 82,1 milhões. Já o lucro líquido no trimestre cresceu 46,9%, para R$ 4,7 milhões.

O GMV (volume bruto de mercadoria) nos últimos doze meses ficou em R$ 2,2 bilhões, o que representou um salto de 54%. A empresa encerrou o período com 3,6 milhões de usuários ativos em seu marketplace, uma expansão de 47% sobre os doze meses encerrados em junho de 2020.

Depois da divulgação desses indicadores, as ações da Méliuz estavam sendo negociadas a R$ 9,82, por volta das 13h. A cifra representa uma ligeira alta de 0,7% sobre o preço de fechamento do pregão de sexta-feira e está um pouco abaixo do patamar de R$ 10 na abertura de capital.

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