Negócios

Para digerir crises, McDonald’s contrata ex-conselheira de Obama

Depois de escândalos de assédio sexual e racismo, a rede de fast food contratou Katie Beirne Fallon para mudar as coisas “de dentro para fora”. A executiva é responsável pela nova equipe de Global Impact, que vai atuar em todos os departamentos do grupo

 

Katie Beirne Fallon é cientista política com especialização em gestão de conflitos

Para ajudar a “digerir” um combo nada feliz de escândalos de assédio sexual e de racismo, o McDonald’s contratou a cientista política especializada em gestão de conflitos Katie Beirne Fallon para liderar uma nova equipe criada para promover “boas práticas” na empresa. 

Fallon atuou como conselheira sênior de Barack Obama, ex-presidente dos Estados Unidos, e assumiu também a função de dirigir as relações legislativas de seu gabinete. Antes de aceitar a proposta e o desafio da rede de fast food, a americana ocupava a cadeira da vice-presidência de relações corporativas globais do grupo hoteleiro Hilton.

No McDonald’s, a profissional vai dirigir o Global Impact Team, como ficou conhecida a nova área da empresa. Ali, sua função é supervisionar e “ajustar” todos os departamentos da organização, passando pela comunicação, sustentabilidade, filantropia e governança.

A contratação de Fallon e a criação do departamento são ideias de Chris Kempczinski, novo CEO do McDonald’s, para “atualizar” os valores e a imagem da marca. Kempczinski passou a exercer o cargo mais alto da rede depois que seu antecessor, Steve Easterbrook, teve seu contrato encerrado mediante acusações de assédio sexual, mentiras e fraudes.

Easterbrook foi desligado da corporação em novembro do ano passado com um pacote de indenizações e benefícios de quase US$ 42 milhões, mas as duas partes agora brigam na justiça pelo montante.

O McDonald’s também enfrenta um processo movido por 52 ex-franqueados negros, que pedem reparação por “discriminação sistemática e dissimulada” que, segundo eles, os forçou a fechar ou vender mais de 200 lojas nos últimos dez anos. As indenizações podem superar US$ 1 bilhão.

Apesar das polêmicas envolvendo seu nome, na bolsa, o desempenho da companhia tem sido bastante positivo. Desde o começo do ano, os papéis do McDonald’s acumulam uma alta de 11,5%. Com ações negociadas a US$ 222, a empresa está avaliada em US$ 165,3 bilhões. 

Kempczinski defende a chegada de Fallon: “sua experiência no setor público e privado vai nos dar insights críticos e vai ajudar a manter o foco no objetivo de servir nossos clientes e stakeholders”. 

O novo CEO do McDonald’s tem fama de bom-moço entre seus pares. Tanto que um deles confessou ao portal americano Business Insider que o apelido do executivo entre os colegas era “humano equivalente à casquinha de baunilha”.

A brincadeira diz respeito ao “vício” de Kempczinski, que revelou no ano passado tomar os sorvetes da marca todos os dias, mas também à sua personalidade “doce e pacífica”. 

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