Rihanna e Conor McGregor: o que esses nomes estão ensinando às marcas

A cantora Rihanna, da marca de cosméticos Fenty Beauty, e lutador de MMA Conor McGregor, do Whisky Proper Nº Twelve, não apenas promovem produtos. Eles são donos das empresas e estabelecem um diálogo e uma conexão genuína com os clientes

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Rihanna e a sua marca de cosméticos Fenty Beauty

Vocês sabem o quanto gosto sempre de enfatizar a importância de ter o seu consumidor no centro da marca, certo? E quando falamos sobre esse assunto, logo vem a nossa mente a história que as DNVBs têm construído nos últimos anos, por meio das suas estratégias que possuem total obsessão no cliente, fazendo com que assim, eles compreendam a fundo os seus desejos na hora de entregar o produto ou serviço.

Quero mostrar para vocês por que isso tem tudo a ver com a Rihanna, Conor McGreggor e outras celebridades brilhantes que estão fazendo história no mundo dos negócios. Disponibilidade de capital e uma crescente comunidade de pessoas que buscam cada vez mais se conectar de forma autêntica a celebridades, creators, talentos e outros grandes nomes que representam seus valores, essas celebridades encontraram a oportunidade exata para ter sucesso nos negócios, principalmente dentro do ambiente digital.

Aqui conecto vocês novamente com um tema que tenho estudado muito ao longo desses últimos tempos: as DNVBs. Essas empresas, que têm como principal premissa uma obsessão pelo foco no cliente, estão explodindo por meio da conexão genuína com seus públicos. Tudo isso atrelado a grandes nomes do mercado do entretenimento, do esporte, etc.

Como dividi há algumas semanas, temos visto o crescimento do olhar das empresas para os criadores de conteúdo e celebridades. E o quanto isso tem crescido não só para esses nomes potenciais, mas também para as marcas, que, a partir daí, ficam ainda mais próximas do seu cliente, gerando uma fidelização através da identificação que essas pessoas têm da sua comunidade, criando trocas, colhendo informações e entregando indicações de qualidade que atendam aquele público.

E essas cocriações têm se expandido de maneira veloz. Podemos acompanhar desde nomes de influencers que estão crescendo nesse mundo, às grandes celebridades fazendo parte de sociedade com as marcas, como a Anitta com o Nubank, que se associou com o banco digital, expandindo ainda mais seus negócios não só como cantora.

Aqueles que estiverem atentos à estratégia de relacionar a sua imagem com a de um nome que seja referência, vai estar sem dúvida compreendendo o caminho que a cultura dos negócios tem tomado. Imagina o potencial que existe entre falar sobre sua marca e ter ela sendo mencionada por ícones como a própria Anitta, que tem cerca de 60 milhões de seguidores. Ou como tem sido a explosão das empresas se associando a ex-BBB Juliette, que também tem se destacado muito, comunicando-se a milhões de pessoas através das redes sociais. Já parou para entender o tamanho disso tudo?

Olhando exemplos como esses fica claro que, hoje, o segredo para levar a sua companhia pelo mundo é não interromper, mas sim cada vez mais entreter, trazendo conteúdos relevantes através de pessoas que saibam conduzir bem uma marca. A sociedade está buscando identificação em seu dia a dia e os creators ou as celebridades conseguem passar isso através do compartilhamento e pela entrega através dos seus canais.

Além disso, não podemos esquecer daqueles que não apenas cocriam e engajam, como também estão à frente de negócios próprios. Esse é o caso da Nati Vozza, que iniciou sua carreira como blogueira e hoje é dona de uma grande loja, a NV, referência no mundo da moda, e que em 2020, por exemplo, obteve uma receita de R$ 157 milhões.

Temos também a Julia Petit, que, além de ser super engajada com seu público através do seu perfil, faz parte do time de criadores da Sallve. Ou seja, mais do que apenas comunicar, as celebridades estão criando o seu próprio negócio ao compreender o seu potencial, já que elas estão 100% ligadas ao que as pessoas consomem e sabem como chamar a atenção delas.

Outro caso incrível é o da cantora Rihanna, que se tornou bilionária através dos lucros obtidos pela empresa Fenty Beauty, sua própria DNVB. A cantora possui uma fortuna estimada em torno de US$ 1,7 bilhão. Deste valor, US$ 1,4 bilhão é referente ao trabalho realizado através da sua marca própria de cosméticos, que detém 50% de uma parceria com a LVMH, um conglomerado francês de bens de luxo. O restante do lucro é parte da Fenty Beauty com a marca de lingerie que ela também possui, a Savage, e também da carreira como artista.

Através disso, Rihanna conseguiu construir uma comunidade diversificada, por entender o que eles queriam, e ter essa troca e conexão. Com a ideia de sempre promover “beleza para todas”, a artista trouxe essa ideia na prática e por isso atingiu tanto sucesso. Um exemplo é a quantidade de tons de pele em maquiagens que a Fenty possui. São 50 tons diferentes, englobando e inserindo todo seu público. Esse é o diferencial da marca que escuta o consumido. Cases como esse dão uma aula da prática real de uma DNVB que entrega um serviço de qualidade.

Podemos falar também do sucesso de Conor McGreggor, lutador de MMA que lançou a marca “Whisky Proper Nº Twelve”, através da Eire Born Spiritis, junto ao seu empresário. Após seu sucesso, a dona da Jose Cuervo, a Becle, a comprou por US$ 130 milhões. Tanto esse caso, quanto os outros citados aqui, são grandes modelos de sucesso do excelente investimento em nomes que moldam o mundo, principalmente ao criar parceria com comunidade.

Conor McGreggor, lutador de MMA, que lançou a marca “Whisky Proper Nº Twelve”

O que eu acredito muito é que aqueles que conseguirem enxergar tudo isso que citei serão as marcas que vão moldar o mundo, já que a aceleração digital está só começando. Quem estiver por dentro e acelerar com a cultura vai com certeza chegar muito longe. Tudo está acontecendo depressa e mais do que isso: está acontecendo agora na nossa frente. Quando falamos sobre entender o seu consumidor, deixar ele no centro, é sobre as realidades citadas aqui que estamos falando: ser apaixonado por tudo isso e pela atenção do seu público, além de compreender com quem você se conecta e cria um laço através da empresa.

Quem ainda não entende o funcionamento dessa comunicação direta com o seu consumidor, está sendo deixado para trás. As formas de conexões estão mudando e, com isso, as estratégias que devemos traçar quando falamos sobre o crescimento de uma companhia. Está mais nítido do que nunca que é a nossa comunidade que faz a marca crescer.

Enxergar os caminhos e começar a traçar esse rumo é o começo de um trabalho que pode transformar o mundo, lembrando sempre que ninguém hoje quer ser interrompido, mas sim consumir cada vez mais produções de qualidade. Continue olhando o que o mundo tem oferecido e esteja pronto para andar na mesma velocidade que ele tem mudado, só assim faremos história.

Rapha Avellar é fundador da Adventures

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