Saldão nas big tech? Queda nas ações abre oportunidade para investidores

Gigantes como Meta, Netflix, Apple e Alphabet observaram suas ações despencarem nos últimos meses. Para Thomas Lee, da Fundstrat Global Advisors, pode ser a hora de comprar

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Netflix: empresa perdeu mais de 66% de valor de mercado desde o começo do ano

Se durante os últimos anos os investidores que queriam entrar nas gigantes de tecnologia encontravam um caminho difícil para fazer isso devido a alta valorização dessas empresas e a incerteza de um pico do preço, agora pode ser a hora propícia para fazer isso.

A queda no valor dos papéis de empresas megacapitalizadas abriu o caminho para a entrada de novos investidores nos negócios, analisa Thomas Lee, sócio da empresa de pesquisas de mercado Fundstrat Global Advisors.

Considerando apenas o acumulado deste ano, as ações da Netflix já caíram mais de 66%, enquanto as da Meta (ex-Facebook) desvalorizam-se 46%. Outras gigantes como Microsoft e Alphabet tiveram quedas próximas de 18%, enquanto Apple e Amazon viram o valor de mercado diminuir 12% e 17%, respectivamente, em 2022.

A desvalorização das ações dessas empresas está ligada a diferentes motivos. No caso da Netflix, por exemplo, tem relação direta com o desempenho que a empresa vem tendo. No balanço financeiro do primeiro trimestre, a companhia com sede em Los Gatosna Califórnia, informou que registrou queda de 200 mil assinantes. A empresa está avaliada em US$ 89,3 bilhões.

A Meta, por sua vez, também vê a sua principal marca desacelerar. O Facebook vem perdendo espaço para plataformas como o TikTok, que atraem uma parcela maior de usuários jovens. Há também receio sobre como a empresa busca se reinventar para explorar tecnologias ligadas ao metaverso.

Em fevereiro deste ano, a companhia perdeu mais de US$ 240 bilhões de valor de mercado em seu maior tombo na história após a divulgação dos resultados do último trimestre de 2021. Atualmente, a companhia vale pouco mais de US$ 492 bilhões.

Mas se o que é ruim para alguns, pode ser bom para outros. De acordo com Lee, o declínio do preço das ações junto do crescimento dos lucros subjacentes das empresas faz com que os papéis começam a ficar “baratos” para os investidores.

Como exemplo, Lee citou a Meta. O chefe de pesquisas da Fundstrat estima que se a companhia tivesse dividendo no valor de US$ 5,33 por ação, isso resultaria num rendimento de 3%. O percentual é maior do que o rendimento atual para uma aplicação no Tesouro dos EUA para o período de 10 anos, que fica em 2,81%.

Por outro lado, vale destacar que não há qualquer certeza de que as ações dessas empresas vão subir. Uma prova recente foi dada na última semana pelo bilionário Bill Ackman, que liquidou sua participação na Netflix e assumiu um prejuízo de US$ 400 milhões com a desvalorização dos papéis da empresa de streaming.

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