Negócios

Stone investe R$ 2,5 bilhões e vai ancorar follow on do Banco Inter

Com o acordo, a Stone passará a deter uma fatia de 4,99% do Banco Inter após a transação e terá direito a um assento no conselho de administração

 

A Stone vai investir R$ 2,5 bilhões e vai ser o âncora de um follow on que o Banco Inter pretende fazer na B3, de acordo com fato relevante divulgado nesta segunda-feira, 24 de maio.

Com isso, a Stone passará a deter uma fatia de 4,99% do Banco Inter após a transação. A empresa de meio de pagamentos de André Street, que comprou, no ano passado, a empresa de software Linx, fixou o preço da unit do banco digital em R$ 57,84.

Segundo apurou o NeoFeed, os detalhes dessa oferta subsequente de ações devem anunciados em breve e deve movimentar aproximadamente R$ 3 bilhões.

Em fato relevante, o Banco Inter, controlado pela família Menin, informou também que estuda uma reorganização societária para migrar sua a base acionária para a Inter Platform Inc., cujas ações pretende listar na Nasdaq, com lastro em BDRs listados na B3.

Como parte do investimento, a Stone terá ainda o direito de recusar mudanças no controle do Banco Inter por um período de seis anos, de acordo com certas condições. Entre elas, o direito de preferência na compra dos papéis. A empresa também terá o direito a um assento no conselho de administração, atualmente formado por nove membros.

A Stone vai financiar a aquisição dessa fatia do Banco Inter com recursos próprios e dívida, sem emitir novas ações. Para comprar a Linx, a Stone fez um follow on em que captou R$ 8 bilhões – a parte em dinheiro do negócio foi de R$ 6 bilhões.

Há, portanto, uma sobre de caixa de R$ 2 bilhões, que pode ser usado na oferta de ações do Banco Inter. A Stone, segundo apurou o NeoFeed, também tem garantias de dívidas para esse negócio específico.

O acordo com o Banco Inter segue a estratégia da Stone de investir além dos meios de pagamentos. Nos últimos anos, a companhia adquiriu diversas empresas de software para aumentar a oferta de serviços aos seus clientes – o maior negócio foi a compra da Linx, que está prestes a ser aprovado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Agora, a ideia da Stone é levar seus comerciantes para dentro do marketplace InterShop, do Banco Inter, acelerando seu processo de digitalização.

Por sua vez, em uma via de mão dupla, a Stone espera pequenos varejistas do InterShop passem a usar suas soluções de meios de pagamento e de software, em uma estratégia de cross-selling.

As units do Banco Inter dispararam com a notícia da entrada da Stone no capital da empresa e com o IPO na Nasdaq. Por volta das 11h45, elas subiam mais de 16%, cotadas R$ 68,89. As ações da Stone, na Nasdaq, avançavam 1,4%.

(Reportagem atualizada às 11h45 com informações adicionais)

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