Trump volta ao topo com sua rede social

A Truth Social alcançou liderança do ranking de downloads da loja de aplicativos da Apple e turbinou as ações da Digital World, SPAC por meio da qual a plataforma será listada na Nasdaq

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A Truth Social tem uma lista de espera com mais de 385 mil usuários

Passado pouco mais de um ano de sua derrota nas eleições americanas, Donald Trump está de volta ao topo. Ao menos no ranking da App Store. Nesta terça-feira, 22 de fevereiro, o aplicativo da Truth Social, a rede social do ex-presidente dos Estados Unidos, alcançou a liderança em downloads na loja de aplicativos da Apple.

A marca foi atingida um dia depois do lançamento do aplicativo. E, como reflexo, engatou um rali nas ações da Digital World Acquisition Corp., um SPAC (special purpose acquisition company) por meio do qual a Truth Social será listada na Nasdaq.

O preço das ações da Digital World, avaliada em US$ 3,4 bilhões, chegou a subir 14% na manhã desta terça-feira, antes de reduzir o ritmo na bolsa americana. Por volta das 14h30 (horário local), o papel estava sendo negociado com alta de 9,7%, a US$ 92,50

Apesar da escalada, esse patamar ainda está bem distante do pico de valorização, em outubro do ano passado, quando foi divulgado o plano da fusão da rede social com a empresa de cheque em branco. Em 22 de outubro, na esteira dessa notícia, a ação chegou a ser negociada a US$ 175.

Desde então, o desempenho da Digital World na bolsa americana tem sido marcado por uma intensa volatilidade. Especialmente pelo fato de que o lançamento da Truth Social foi adiado em diversas oportunidades.

A chegada do app, ainda em um soft launch, também foi cercada por problemas. Muitos usuários informaram que não conseguiram criar suas contas ou fazer postagens na rede, que tem uma lista de espera estimada em mais de 385 mil pessoas.

Disponível inicialmente nos Estados Unidos e parte do portfólio da recém-criada Trump Media & Technology, a Truth Social é uma resposta de Trump ao fato de ter sido banido de redes sociais como o Facebook e o Twitter no ano passado, após aos ataques ao Capitólio, no mês de janeiro.

A princípio, a plataforma seria o ponto de partida para a oferta de outros produtos e serviços. Entre eles, uma plataforma de vídeo sob demanda com notícias e podcasts, e até mesmo um serviço de nuvem para rivalizar com a Amazon Web Services (AWS), braço de tecnologia da Amazon.

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