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Especial

Quebrar ou não quebrar as big tech?

Especialistas se reúnem no palco da CES 2020 para debater sobre a proposta de regulamentar as gigantes do Vale do Silício, defendida por políticos como Elizabeth Warren, e empresários como Marc Benioff, da Salesforce

 

Da esq. para a direita: Jamie Susskind, Robert Atkinson, Charlotte Slaiman, Zach Graves e Jennifer Huddleston

Las Vegas – É preciso falar sobre o elefante na sala. Conversas sobre novas legislações e até mesmo sobre a “quebra” das grandes empresas de tecnologia, como Facebook, Google, Apple e Amazon, têm ganhado força com o apoio público de políticos e empresários.

A senadora Elizabeth Warren, que concorre a uma indicação para disputar à presidência dos EUA pelo Partido Democrata, e o fundador da Salesforce, Marc Benioff, são dois nomes de peso que já falaram abertamente sobre a necessidade de regulamentar as gigantes do Vale do Silício.

É natural, portanto, que a maior feira de tecnologia do mundo, a CES 2020, abrisse também espaço para a discussão do assunto.

No palco, cinco profissionais de diferentes trajetórias, mas conectados pela tecnologia e empreendedorismo, expuseram suas opiniões.

Robert Atkinson, presidente da Fundação de Inovação e Tecnologia da Informação deu a largada ao debate e se mostrou absolutamente contra a proposta de dissolver os megaconglomerados.

“O fato de essas empresas serem grandes não é um problema, até porque essa estrutura dá a elas o poder de fazer grandes investimentos”, defendeu Atkinson, usando como argumento o WhatsApp, um aplicativo que o Facebook mantém gratuitamente e que conta com 300 milhões de usuários ativos diariamente. 

Ainda na opinião de Atkinson, a quebra das gigantes do Vale do Silício pode mitigar a inovação da setor, o que seria prejudicial para o mundo todo.

Nem todos sob o holofote, contudo, pareciam concordar com esse discurso. A contrapartida veio de Charlotte Slaiman, conselheira sênior do Public Knowledge, uma ONG que luta pela liberdade de expressão.

“Entendemos que é necessário que seja, sim, aplicada uma regulamentação sobre plataformas dominantes, aquelas que funcionam como gatekeeper“, disse Slaiman, acrescentando sua preocupação com o acúmulo de poder nas mãos desses empresários. 

Tomando a palavra para si, Zach Graves, chefe de políticas da Lincoln Networks, instituição que promove a liberdade na tecnologia, confessou que “vê muita conversa, mas pouca ação”. Para ele, as pessoas estão mais preocupadas com outras questões políticas e “quebrar” as big tech não é a solução dos problemas.  

Diferentemente do colega de palco, Jennifer Huddleston, pesquisadora da consultoria Mercatus Center, acredita que o assunto é urgente e que as pessoas estão interessadas. Mas ela concorda que a proposta extrema de divisão não é o caminho mais indicado.

Refutando o argumento de que essas gigantes do Vale do Silício impõem monopólio e, por isso, precisam de limites, Huddleston lembra que “a história mostra como companhias que pareciam invencíveis foram ou completamente aniquiladas por concorrentes, ou obrigadas a mudar de serviço.

Da mesma forma que a Netflix aposentou a Blockbuster, o iPhone acabou com o reinado da Nokia e as câmeras digitais tornaram a Kodak obsoleta, essas gigantes também estão suscetíveis a outras inovações e outros competidores. 

“As gerações X e Y adotaram o Google e o Facebook, mas a Geração Z se voltou para outros nomes da tecnologia, como o Snapchat. O mercado é hoje mais fluído e complicado”, pondera Huddleston. 

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