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Startups

As ambições globais de Fabricio Bloisi e a meta dos US$ 100 bilhões

O cofundador da Movile, dona do iFood, pretende alcançar 1 bilhão de clientes até 2020 e acredita que o Brasil poder ter uma empresa de tecnologia avaliada em mais de uma centena de bilhões de dólares

 

Fabricio Bloisi, CEO e cofundador da Movile

Aos 42 anos, Fabricio Bloisi parece ser movido a objetivos grandiosos. Foi com essa vocação para a ousadia que ele ajudou a transformar a Movile, holding de aplicativos da qual é cofundador e CEO, em um dos unicórnios brasileiros. E traçou a meta de saltar dos atuais 300 milhões de usuários mensais para 1 bilhão de clientes até 2020.

E é com uma boa dose de audácia que ele enxerga o presente e projeta o futuro da empresa que é um dos carros-chefe do grupo: o app de delivery e também unicórnio iFood.

“O iFood tem tamanho, volume, capacidade de investimento e gente inteligente para trazer grandes impactos”, afirmou Bloisi em evento realizado hoje na sede do iFood, em Osasco (SP). “Hoje, crescemos mais do que os chineses e os americanos. E vamos construir uma das maiores empresas do mundo nesse segmento.”

O crescimento do iFood, de fato, impressiona. Em 2014, quando a Movile investiu pela primeira vez na empresa, o app tinha pouco mais de vinte funcionários e movimentava 25 mil pedidos por mês.

Hoje, a companhia tem mais de 2,7 mil funcionários, – dos quais, mil foram contratados apenas nesse ano. E alcançou, em setembro, a marca de 21,5 milhões de pedidos mensais. No acumulado do ano, foram 159,3 milhões de pedidos.

Com 116 mil restaurantes cadastrados, o aplicativo está presente em 882 cidades e tem uma base de 83 mil entregadores. Além do Brasil, a companhia tem escritórios na Argentina, Colômbia, Estados Unidos, França, México e Peru.

Bloisi destacou que o iFood tem no forno de 25 a 30 projetos disruptivos em andamento. Com o apoio de conceitos como inteligência artificial, o escopo de inovação inclui desde frentes como logística, preço e pagamentos, até a possibilidade de antecipar os pedidos e preferências dos clientes.

Um dos projetos que mais chamaram a atenção foi o de usar robôs para entregas.  A partir de janeiro de 2020, esses robôs autônomos serão testados em shoppings e andarão curtas distâncias na praça de alimentação. Com o tempo, a ideia é levar esse conceito até para condomínios residenciais.

Além dessas iniciativas, o aplicativo já vem testando a entrega por drones e lançando uma série de recursos, entre elas, ofertas voltadas a empresas e novas opções de delivery, como o iFood Box, baseado em lockers.

“Estamos nos transformando o tempo inteiro”, afirmou. “O iFood de hoje é absolutamente diferente do iFood de dois anos atrás. E é irreconhecível para o iFood de quatro anos antes.”

Para Bloisi, após produzir seus primeiros unicórnios – hoje as startups locais nesse estágio já superam uma dezena, o Brasil tem condições de ser o berço de empresas de tecnologia ainda mais valiosas, superando até mesmo a casa de US$ 100 bilhões. Mas precisa ser muito mais ambicioso para que esse potencial, de fato, se concretize..

“Temos um complexo de inferioridade desastroso”, observou. “É preciso pensar e sonhar maior. Falta o orgulho de dizer: eu faço empresa gigante e jogo para ser um dos maiores do mundo. É o que estamos fazendo. E estamos só no começo.”

Depois de concluir uma série recente de viagens de três meses, que envolveu passagens pela China e cursos nas universidades de Stanford e de Harvard, ele destacou ainda o impacto que conceitos como inteligência artificial, computação quântica e biotecnologia terão em um futuro próximo.

“O quanto estamos falando, ensinando e formando no País para isso?”, questionou. “O Brasil vai se posicionar e se beneficiar dessas mudanças ou vamos ficar para trás, como somos craques há pelo menos 500 anos?”, acrescentou.

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