Banco Inter terá home broker para clientes investirem em ações nos EUA

A plataforma de investimentos do Inter vai permitir, a partir de dezembro, que os usuários do aplicativo do banco possam investir diretamente em ações negociadas nos EUA. Felipe Bottino, diretor da Inter Invest, conta os planos com exclusividade ao NeoFeed

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A Inter Invest, plataforma de investimentos do Banco Inter, está se preparando para lançar em dezembro um home broker internacional que permitirá que os clientes da instituição possam comprar e vender ações negociadas na Bolsa de Nova York (Nyse) e na Nasdaq.

O anúncio oficial será feito no fim da tarde desta sexta-feira, 19 de novembro. A ideia da plataforma é aproveitar o movimento cada vez mais forte de empresas brasileiras que estão se listando lá fora, como Stone, PagSeguro, XP, VTEX e CI&T.

O obetivo da plataforma é capturar o interesse crescente dos investidores brasileiros pela possibilidade de investir diretamente em papéis como esses, sem se limitar às BDRs, papéis emitidos no Brasil que representam ações listadas em outros países.

“Essa era, de longe, a principal demanda dos nossos clientes”, afirma Felipe Bottino, diretor da Inter Invest, com exclusividade ao NeoFeed.

O próprio Banco Inter, aliás, está se preparando para ter ações negociadas na Nasdaq. A instituição, que tem ações listadas na B3, está realizando uma migração que deve ser concluída até o fim deste ano.

O principal concorrente do Inter, o Nubank, também vai abrir capital nos EUA, com IPO previsto para dezembro, em uma dupla listagem, envolvendo também a B3.

Em relação à expectativa de adesão dos usuários do Inter, Bottino espera pelo menos replicar a quantidade de clientes que já investem na B3, em torno de 450 mil. Em um primeiro momento, ele acha que é possível chegar a uma base de 200 mil.

“O home broker nasce para que, primeiro, o investidor brasileiro possa investir lá fora, mas estamos trabalhando para sermos uma corretora global”, diz Bottino.

Segundo ele, o novo produto foi desenvolvido usando a tecnologia da própria instituição. Para viabilizar a integração com Nasdaq e Nyse, a Inter Invest obteve também todas as licenças necessárias das autoridades americanas.

O home broker internacional estará dentro do aplicativo do Inter e será uma ferramenta a mais, além do home broker para negociar na B3. No próprio aplicativo, o usuário precisará fazer um novo cadastro.

Assim como ocorre para negociar na B3, a taxa de corretagem será zero para investir em Nova York. Segundo Bottino, o principal diferencial do home broker internacional será a oferta de uma taxa de câmbio atrativa.

“Como não precisamos fazer parceria com um player adicional de câmbio ou com outro banco, podemos oferecer o menor valor possível e atrair o cliente que já está conosco”, diz Botiino. O executivo, porém, afirma que ainda não bateu o martelo sobre o quão mais barata será a taxa de câmbio da Inter Invest em relação ao mercado.

A Inter Invest encerrou o terceiro trimestre com 2 milhões de usuários, alta de 83% em relação a igual período do ano anterior, e mais de R$ 60 bilhões em ativos sob custódia.

Hoje, os brasileiros que querem investir no exterior podem comprar BDRs ou investir em fundos globais, em geral exclusivos para investidores qualificados, com pelo menos R$ 1 milhão em aplicações.

Se quiser investir diretamente nas ações, ele pode abrir uma conta em uma corretora do país onde o papel é negociado. No mercado brasileiro, porém, já há nomes como a corretora Avenue, lançada com o intuito de permitir que os investidores brasileiros possam investir em ativos nos EUA.

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