Brasil Venture Debt busca captação de até R$ 300 milhões

A gestora, que criou um dos primeiros fundos para dar crédito para startups no Brasil, vai captar um novo fundo em 2022. Gabriela Gonçalves, sócia da gestora, conta a estratégia

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Quando Gabriela Gonçalves, sócia da Brasil Venture Debt, começou a captação de seu primeiro fundo, em 2018, o mato era alto para a classe de ativos de venture debt, uma modalidade de crédito pouco conhecido entre as startups brasileiras.

Afinal, o mercado de venture capital ainda era incipiente no Brasil, os recursos eram escassos e falar em dívida para empresas iniciantes era quase um tabu.

“O produto existia há 40 anos nos Estados Unidos, mas o Brasil não tinha venture debt”, diz Gabriela Gonçalves, ao Café com Investidor, programa do NeoFeed que entrevista os principais gestores que investem em startups no Brasil.

A gestora, que dava os primeiros passos, contou com a sorte. O Brasil Venture Debt ganhou um edital do BNDES, que se tornou âncora do fundo, e, depois da eleição presidencial de 2018, conseguiu ainda novos investidores, entre eles a XP Asset, para seu primeiro fundo de R$ 140 milhões.

Agora, depois de emprestar dinheiro para 11 startups, entre elas Ambar, SoluBio, Digibee e Dr. Jones, e com um histórico para mostrar aos investidores, a Brasil Venture Debt vai buscar um segundo fundo que deve ficar entre R$ 250 milhões e R$ 300 milhões. “Será um fundo mais abrangente”, diz Gabriela. “Estamos enxergando que o universo de crédito para startups é mais amplo.”

Além do produto de prateleira, que é dar crédito para startups, a ideia de Gabriela é que a Brasil Venture Debt possa trabalhar com capital de giro e operações de bridge, para ajudar as empresas em determinados momentos – uma transação, por exemplo.

Dessa vez, no entanto, a gestora vai enfrentar um cenário mais competitivo, com uma oferta mais ampla de crédito para startups. Entre os que passaram a atuar nessa área estão o BTG Pactual, a Galapagos Capital e o Silicon Valley Bank, um dos pioneiros dessa classe de ativos nos Estados Unidos.

Nesta entrevista, que você assiste no vídeo abaixo, Gabriela explica a diferença entre venture capital e venture debt, analisa qual é a melhor hora de uma startup fazer dívida e para que tipo de empresa a Brasil Venture Debt empresta dinheiro.

Ela também fala sobre sua trajetória profissional que, além de investidora, tem uma passagem como empreendedora. E bem longe do Brasil. Gabriela foi trabalhar na Filipinas.

Neste país, ela atuou na Lazada, um comércio eletrônico que tinha investimento do grupo alemão Rocket Internet e que foi comprado pelo chinês Alibaba, em 2016. Assista a mais um episódio do Café com Investidor.

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