Startups

Da realeza ao Vale do Silício: príncipe Harry vira “coach de impacto” em startup americana

Longe da rotina da família real britânica, Harry está assumindo o posto de Chief Impact Officer da BetterUp, startup americana de treinamento e saúde mental que já atraiu US$ 269,8 milhões em aportes e está avaliada em US$ 1,73 bilhão

 

O príncipe Harry, Chief Impact Officer da BetterUp

Passado pouco mais de um ano desde que romperam os laços com a família real britânica, o príncipe Harry e sua esposa Meghan Markle seguem atraindo os holofotes.

Foi assim há três semanas, quando o casal concedeu entrevista à apresentadora Oprah Winfrey e expôs uma série de conflitos com outros membros do famoso clã.

Esse histórico conturbado certamente servirá como fonte de inspiração na mais nova ocupação do príncipe. Dessa vez, no Vale do Silício. Harry vai assumir o posto de Chief Impact Officer da BetterUp, startup americana que oferece serviços de coaching e de saúde mental.

“Como primeiro Chief Impact Officer da BetterUp, meu objetivo é incentivar diálogos críticos em torno da saúde mental”, afirmou Harry, em uma postagem no blog da startup. “Minha esperança é ajudar as pessoas a desenvolverem sua força interior, resiliência e confiança.”

Na mensagem, Harry destacou ainda que seu trabalho será baseado em quatro frentes: promover a defesa e a conscientização para a boa forma mental; orientar a missão social e o impacto da BetterUp. Influenciar a visão da empresa e de sua comunidade; e expandir o alcance da plataforma.

No cargo, ele participará das decisões sobre estratégias de produtos e de contribuições de caridade, entre outras atribuições. De acordo com o The Wall Street Journal, Harry não terá uma equipe ou subordinados diretos. Mas passará, provavelmente, parte do seu tempo na sede da empresa, fundada em São Francisco, no Vale do Silício, além de participar de eventos da companhia.

Segundo Alexi Robichaux, cofundador e CEO da BetterUp, a vivência e o histórico de “lutas pessoais”, que inclui o desafio de lidar com a morte da mãe, a princesa Diana, credenciam o príncipe para exercer a função. “Ele vem de uma formação muito diferente”, afirmou Robichaux ao jornal americano, citando ainda a experiência militar de Harry.

Mais comum em organizações sem fins lucrativos, o cargo de “executivo-chefe de impacto” é mais raro no mundo corporativo. Algumas empresas, no entanto, já abrem espaço para a função. Entre elas, a Salesforce, que investe na BetterUp, por meio do seu braço de corporate venture.

Fundada em 2013, a BetterUp já captou US$ 269,8 milhões em cinco rodadas de investimentos. A última delas, de US$ 125 milhões, veio em fevereiro deste ano. Liderado pelo fundo Iconiq Growth, o aporte avaliou a startup em US$ 1,73 bilhão. Hoje, a plataforma da empresa é usada por grandes empresas, como Chevron e Hilton.

O cargo na BetterUp não é a única aproximação de Harry com o mundo da tecnologia desde que se distanciou da monarquia britânica. Em setembro do ano passado, ele e Meghan fecharam um contrato de cinco anos com a Netflix para produzir séries, filmes, documentários e programas infantis. Com duração de cinco anos, o acordo é estimado em US$ 100 milhões.

Já em dezembro de 2020, o casal, que atualmente vive no sul da Califórnia, assinou um contrato com o serviço sueco de streaming Spotify para a produção de uma série de podcasts.

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