Infracommerce vai às compras e fecha segunda aquisição depois do IPO

Em um acordo de R$ 124 milhões, a empresa reforça seu modelo de full commerce com a aquisição da brasileira Tatix, que atua no mesmo segmento e uma carteira com clientes como Ambev, Uber, Vivo e Mondelez

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Com o caixa reforçado pelo IPO realizado no fim de abril deste ano, no qual acessou o mercado por meio de uma oferta restrita sob a instrução 476 e captou R$ 902 milhões, a Infracommerce, empresa brasileira de full commerce, começa a dar vazão à sua estratégia inorgânica.

A companhia, que atua como um white label de-commerce para diversas empresas, anunciou a compra da brasileira Tatix, que opera nesse mesmo segmento, por R$ 124 milhões. O negócio envolve um potencial earn out se determinadas metas forem alcançadas.

Pelos termos do acordo, Luis Fernando Miller e Giordano Afonso, sócios-fundadores da Tatix, seguirão na operação.

Essa é a segunda aquisição desde a abertura de capital da Infracommerce e o seu segundo acordo em menos de um mês. Em 19 de julho, a companhia anunciou a compra da empresa argentina Summa Solutions, por US$ 9 milhões.

Em fato relevante divulgado no fim da noite da quinta-feira, a Infracommerce destacou que a Tatix reforça o seu ecossistema com ferramentas avançadas. Entre elas, um sistema proprietário para projetos de omnichannel e que permite a “uberização” na escolha da revenda para atendimento.

Fundada em 2013, a Tatix oferece toda a infraestrutura de e-commerce para empresas, o que inclui desde a base tecnológica até logística, consultoria, conteúdo, gestão e operação de marketing digital, meios de pagamento, programas de relacionamento, atendimento ao cliente, gestão fiscal e jurídica.

Com mais de 500 funcionários, a empresa tem uma carteira de 42 nomes e atende companhias como Ambev, Vivo, Uber, Sky e Mondelez. Segundo o fato relevante, a companhia tem uma receita operacional líquida anual de R$ 53 milhões.

A Infracommerce, por sua vez, reportou uma receita líquida de R$ 72,8 milhões no primeiro trimestre deste ano, o que representou um crescimento de 68,7% na comparação anual. No período, a empresa apurou um lucro líquido de R$ 3,9 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 7,9 milhões divulgado um ano antes.

As ações da companhia, avaliada em R$ 4,8 bilhões, fecharam o pregão da quinta-feira na B3 com alta de 6,95%. Desde o IPO, os papéis acumulam uma valorização de 26%.

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