Na TreeCorp, um retorno animal, um novo fundo de R$ 700 milhões e um IPO à vista

A TreeCorp vendeu a Zee.Dog para a Petz, mas não saiu do investimento. E o retorno não para de crescer. Em entrevista ao Café com Investidor, Bruno Levi D’Ancona fala do novo fundo e de uma abertura de capital em seu portfólio

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Quando o site de acessórios para animais de estimação Zee.Dog foi vendido para a Petz, em um negócio de R$ 715 milhões, no começo de agosto, a gestora de private equity TreeCorp tinha muito a comemorar.

A companhia tinha investido, em março de 2020, R$ 100 milhões na empresa, considerada a “Nike dos pets”, e, em pouco tempo, já conseguiu um evento de liquidez que remuneraria o capital em 280%. Era um retorno, com o perdão do trocadilho, “animal”.

Mas, ao contrário do que seria natural para um fundo de private equity, a TreeCorp dobrou a aposta e trocou a sua fatia por uma participação de 3% na Petz. Desde então, a ação já subiu mais de 14%, transformando os R$ 100 milhões em R$ 320 milhões.

“Estudamos a tese da Petz e achamos que não era o momento de sair do investimento. Tem muito ainda a ser feito na Zee.Dog e essa parceria vai ser vencedora”, afirma Bruno Levi D’Ancona, sócio da TreeCorp, ao Café com Investidor, programa do NeoFeed. “A nossa visão está bem no começo ainda, mas está se mostrando correta.”

Fundada em 2011, a TreeCorp já levantou três fundos que somados captaram R$ 600 milhões. O terceiro, de R$ 450 milhões, tem espaço para mais dois investimentos. Por esse motivo, a gestora já se prepara para começar a captar seu quarto fundo, que deve ser de R$ 700 milhões.

Do portfólio atual, duas empresas se destacam. Uma delas é a rede de fast food Cabana, um investimento de antes do início da pandemia, que conseguiu surfar sem grandes sobressaltos o período em que as lojas ficaram fechadas. Tanto que, no ano passado, o faturamento caiu apenas 10%.

Em 2021, o Cabana vai triplicar as vendas, passando de R$ 40 milhões para R$ 120 milhões, e o número de lojas vai saltar de oito para 22. Por esse motivo, D’Ancona já estrutura uma nova captação para a rede. “Vamos fazer uma nova rodada para acelerar esse crescimento”, diz o sócio da TreeCorp.

O plano é construir uma das maiores redes independentes de lanchonetes do Brasil, um setor altamente fragmentando com poucas redes nacionais, se for excluído nomes como McDonald´s e Burger King. “Construímos uma cozinha central que vai suportar as próximas 50 lojas e não perdemos dinheiro com a crise”, afirma D’Ancona. “A oportunidade é maior do que quando entramos.”

No programa que você assiste no vídeo acima, D’Ancona comenta sobre a Conseg, que se uniu a Ademilar, dando origem a Ademicon, uma administradora de consórcios que já movimenta R$ 8 bilhões em vendas. “Ela está preparada para o mercado de capitais e estamos avaliando o melhor momento de fazer isso”, afirma o sócio da TreeCorp. O plano é fazer um IPO entre o fim de 2022 e início de 2023.

Quer saber mais sobre esse investimento, conhecer a tese da TreeCorp e sua história? Assista a mais um episódio do Café com Investidor.

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