O “estágio” de Marcos Lutz para assumir como chairman da Ultrapar

Em fato relevante, a dona dos Postos Ipiranga informou que vai nomear Lutz como CEO, no lugar de Frederico Curado, a partir de 2022, para prepará-lo para assumir a presidência do conselho em abril de 2023

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Marcos Lutz, que será CEO da Ultrapar, e está sendo preparado para assumir como chairman

O executivo Marcos Lutz começou sua carreira como trainee do grupo Ultra em 1994 e permaneceu na companhia até 2003, chegando à posição de presidente da Ultracargo. Saiu para a atuar na CSN e, depois, foi CEO da Cosan de 2009 a 2020.

No ano passado, voltou para a Ultrapar, assumindo uma posição no conselho de administração. Agora, Lutz terá de fazer um “estágio” na companhia antes de assumir a presidência do conselho de administração, segundo um plano de sucessão anunciado nesta quarta-feira, 22 de setembro.

Ele será preparado para “potencialmente” substituir a Pedro Wongtschowski na presidência do conselho de administração, cujo mandato se encerrará em abril de 2023.

Mas, antes disso, Lutz assumirá como presidente da Ultrapar a partir de janeiro de 2022, “visando um aprofundamento nos diversos negócios do grupo Ultra”, segundo fato relevante.

Frederico Curado, o atual presidente, por sua vez, assumirá uma cadeira de vice-presidente do conselho de Administração da Ultrapar, em janeiro de  2022, “encerrando um ciclo de redirecionamento estratégico, revisão de portfólio e renovação das lideranças do Grupo Ultra iniciado em 2017”.

Não serão poucos os desafios que Lutz terá pela frente. Neste ano, os papéis da Ultrapar acumulam queda de 37% na B3. O valor de mercado da companhia, dona dos Postos Ipiranga, é de R$ 15,9 bilhões.

Em relatório sobre a Ultrapar, no começo de novembro, o BofA disse que o processo de reestruturação dos ativos da companhia avançou, com a venda da Oxiteno para a Indorama (US$ 1,3 bilhão), da Extrafarma para a Pague Menos (R$ 700 milhões) e da fatia de 50% da ConectCar para o Itaú Unibanco (R$ 165 milhões).

Por outro lado, o BofA citou que as negociações para o processo de aquisição da Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), no Sul do País, desaceleraram.

Nessa reestruturação, a companhia manteve como seus negócios a Ipiranga, a Ultracargo e a Ultragaz. Sendo que a Ipiranga, o principal negócio do grupo, teve um resultado fraco no segundo trimestre deste ano.

No relatório, o BofA rebaixou o preço-alvo das ações de R$ 26,35 para R$ 23,15, refletindo a projeção de lucros mais fracos para a Ultrapar em razão do resultado da Ipiranga.

“Esperamos resultados mais fracos nos próximos trimestres, mas esperamos um melhor repasse de custos aos preços ao consumidor, o que deve levar a alguma recuperação de margem”, diz um trecho do relatório.

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