S&P 500 apaga US$ 9,2 trilhões em valor de mercado com venda massiva de ativos

Bolsas buscam ponto de equilíbrio, mas expectativa com decisão de juro pelo Fed impõe cautela aos investidores globais. Apple, Microsoft, Amazon, Tesla e Alphabet viram seus valores diminuírem US$ 3,2 trilhões desde janeiro deste ano

0
0
Leia em 2 min

Como sempre ocorre após forte e indiscriminada venda de ativos, os mercados, sobretudo as bolsas, buscam um ponto de equilíbrio. Não há, porém, garantia de sucesso, quando o evento mais aguardado – a definição da taxa básica de juro pelo Federal Reserve (Fed), o BC americano – ocorrerá amanhã, quarta-feira, às 15h, de Brasília.

Por ora, os mercados juntam os cacos, contabilizam perdas e digerem informação preocupante. Pesquisa do Bank of America (BofA), com 226 participantes com US$ 747 bilhões sob gestão na semana até 10 de junho, concluiu que 73% dos entrevistados esperam a economia dos EUA fraca nos próximos 12 meses, noticia a Bloomberg. O temor de estagflação – caracterizado por longo período de baixo crescimento e inflação alta – está no patamar mais alto desde a crise financeira de 2008.

Essa expectativa é refletida no mercado acionário. O tombo do S&P 500, que fechou a segunda-feira em território de urso ou valendo 20% menos em relação ao seu pico alcançado em janeiro de 2020, agravou perdas que, desde o pico do indicador em 3 de janeiro, totalizam US$ 9,2 trilhões de valor das empresas. A Economatica informa que as cinco maiores viram seu valor de mercado encolher em mais de US$ 3 trilhões no período.

A Apple encolheu US$ 851,6 bilhões; a Microsoft, US$ 701,4 bilhões; a Amazon, US$ 673,6 bilhões; a Tesla, US$ 534,3 bilhões; e a Alphabet, US$ 521,1 bilhões. No total, o valor de mercado dessa elite de companhias caiu US$ 3,28 trilhões.

Há uma perda de riqueza absolutamente massiva, incluindo no cálculo a desvalorização dos títulos do Tesouro americano. Ontem, o Treasury com prazo de 10 anos – benchmark para renda fixa soberana no planeta – saltou a 3,37%. Na manhã desta terça-feira, já alcançava 3,41%.

As perdas se avolumam, considerando a desvalorização das criptomoedas, como o Bitcoin, que perdeu cerca de 20% na abertura da semana, tocando US$ 23.000 e, também na manhã desta terça, testou a resistência de US$ 21.000. A forte desvalorização desencadeou um intenso processo de resgates em fundos lastreados em cripto.

O colapso da plataforma de empréstimos de criptomoedas Celsius contribuiu para arrastar a cotação do Bitcoin ao interromper saques, negociações de swap e transferências por “condições extremas de mercado”.

Leia também

Brand Stories