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Pixeon compra BoaConsulta e entra em telemedicina

Com a aquisição, empresa controlada pela Riverwood Capital passa a ter dados de 42 milhões de pacientes, realiza mais de 150 milhões de exames e consultas por ano e conta com seis mil clientes. O plano é criar também um marketplace de saúde

 

Tela do aplicativo do BoaConsulta

A Pixeon, healthtech controlada pelo fundo americano Riverwood Capital, está comprando o BoaConsulta e entrando com força na área de telemedicina.

O valor do negócio não foi revelado. A transação foi em dinheiro e troca de ações. Os atuais investidores do BoaConsulta, que são Koolen Partners, Performa Investimentos, Valor Capital e 500 Startups, vão agora ter uma participação na Pixeon.

“É uma ampliação da nossa estratégia”, disse Armando Buchina, CEO da Pixeon, ao NeoFeed. “Temos uma solução completa para clínicas, laboratórios e hospitais, mas agora estamos incluindo os pacientes nessa jornada.”

Com o negócio, a Pixeon consolida sua posição como uma das maiores healthtechs do Brasil. A companhia passa a ter uma base de dados com informações de 42 milhões de pessoas, mais de 150 milhões de exames e consultas por ano e seis mil clientes.

A BoaConsulta é dona de uma plataforma de agendamentos de consultas via site ou aplicativo, além de ter desenvolvido um sistema de gestão de clínicas de saúde. Com a pandemia, passou a oferecer uma solução de telemedicina.

A startup, que tinha levantado R$ 15 milhões desde sua fundação em 2012, diz que conta com mais de 1 milhão de pacientes cadastrados e mais de 58 mil especialistas. Até agora, foram feitos, via o aplicativo 1,5 milhão de agendamentos de consultas. Em agosto, a startup bateu o recorde de acesso em seu site, com quase 2 milhões de visitas.

Os fundadores da startup, Adriana Fontana, Octavio Domit e Victório Braccialli, permanecem na nova operação. Fontana será o head da área que será criada na Pixeon. Todos os 30 funcionários da BoaConsulta vão ser incorporados.

A estratégia da Pixeon será a B2B2C (business-to-business-to-consumer). A ideia é oferecer a solução para clientes corporativos (o business), como clínicas, hospitais e laboratórios. Estes, por sua vez, atendem o consumidor final, que podem ser os pacientes ou até mesmo médicos ou psicólogos.

A Pixeon planeja também criar um grande marketplace para conectar todas as pontas da área de saúde, integrando hospitais, clínicas médicas e laboratórios.

Armando Buchina, CEO da Pixeon

A BoaConsulta conta com 4 mil clientes. Em geral, são pequenas clínicas médicas. A Pixeon, ao contrário, tem penetração em empresas maiores, como a HapVida, Alliar e Hermes Pardini.

Essa não deve ser a única aquisição da Pixeon. Buchina diz que tem no seu pipeline mais quatro empresas que está avaliando.

Histórico

A Pixeon surgiu nos anos 1990, mas a sua configuração atual tomou forma em 2012, quando se uniu à Medical Systems.

Um ano depois, a Intel Capital e a Riverwood Capital investiram na companhia. O aporte, na ocasião, foi de R$ 30 milhões. Os recursos foram usados na compra de outras empresas, como LabLinc, MedicWare e Digitalmed.

O aporte ajudou também a companhia a se consolidar como uma empresa de soluções de tecnologia para todos os setores da saúde, de hospitais e laboratórios até centros de imagem e policlínicas.

Em 2017, a Riverwood Capital comprou o controle da companhia. A Intel Capital também saiu do negócio, sendo substituída pelo fundo Ória.

Roberto Ribeiro da Cruz, que era um dos fundadores e CEO da empresa, foi para a presidência do conselho de administração e tornou-se minoritário junto com os outros três fundadores. Em 2018, Buchina foi contratado como CEO.

Apesar da pandemia, a Pixeon mantém sua meta de faturar R$ 100 milhões em 2020.

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