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Startups

Com novo fundo de R$ 150 milhões, a Domo Invest vai atrás de startups B2B

Gestora que tem como sócios Rodrigo Borges, fundador do Buscapé, e Marcello Gonçalves já administra R$ 250 milhões em dois fundos. Agora vai entrar em nova área

 

Mercado brasileiro de venture capital está aquecido

O mercado de venture capital está bastante aquecido. Com dois fundos que juntos somam R$ 250 milhões, a Domo Invest, que tem entre seus sócios Rodrigo Borges, um dos fundadores do Buscapé, está dando início a captação de um terceiro fundo para investir em startups corporativas.

O Domo Enterprise quer captar R$ 150 milhões e vai fazer o primeiro fechamento  do fundo em janeiro de 2020. “Temos vários compromissos de aportes já acertados”, afirma Marcello Gonçalves, sócio da Domo Invest, responsável pelo fundo.

A ideia deste fundo é investir em empresas que desenvolvam soluções que impactem a produtividade das empresas. Ele não tem uma tese setorial, mas vai investir em startups capazes de atingir diversos segmentos corporativos, como as áreas de logística, de recursos humanos ou de finanças, entre outras, explica Gonçalves.

Os cheques do Domo Enterprise serão entre R$ 3 milhões e R$ 6 milhões por uma fatia de 15% a 20% de cada startup. A ideia é ser o primeiro fundo institucional depois do investimento-anjo, aporte feito geralmente por pessoas físicas.

A IT Mídia, que tem sites corporativos de tecnologia e um evento chamado IT Fórum, será um dos investidores do fundo. A Domo Invest, por sua vez, vai ser uma parceira do grupo de mídia, levando as startups para os eventos da companhia, que contam com a participação de grandes empresas.

Além do Domo Enterprise, a gestora tem o Domo Ventures, com R$ 100 milhões, que já fez 11 investimentos em startups. O portfólio conta com a Turbi, de aluguel de carros, e a AgendaEdu, um aplicativo escolar. A meta é investir em 20 empresas.

Marcello Gonçalves, sócio da Domo Invest

O outro fundo é o Domo Coinvestimento Anjo, com R$ 150 milhões, em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Nesse, a gestora negocia 13 investimentos. A ideia é ter uma carteira com 150 startups.

A nova captação da Domo é só mais uma em um mercado extremamente aquecido no Brasil e na América Latina. O Kaszek, por exemplo, captou US$ 600 milhões para investir em startups na região. A Redpoint eventures está concluindo um fundo de aproximadamente US$ 200 milhões. A Monashees está levantando recursos para seu oitavo fundo de US$ 250 milhões.

Soma-se a essas, captações “menores”, como a da Canary, da Mindset Ventures e da Iporanga Ventures, de US$ 50 milhões cada uma delas.

Esse momento de bonança é creditado as baixas taxas de juros no Brasil, que estão em 5%, a menor da história, o que tem feito muitos family offices reservarem uma fatia de seus recursos para o capital de risco.

Além disso, o ecossistema de empreendedorismo brasileiro está mais maduro, fazendo com que startups locais obtenham avaliações superiores a US$ 1 bilhão, atraindo a atenção de fundos internacionais.

Neste ano, o Softbank anunciou um fundo exclusivo para a América Latina para investir US$ 5 bilhões em startups da região. Aproximadamente 10% dos recursos desse fundo estão sendo aplicados em gestoras de ventures capital da região, como o Kaszek e o Valor Capital.

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