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Jeff Bezos, da Amazon, cria fundo de US$ 10 bilhões contra aquecimento global

O homem mais rico do mundo vai destinar US$ 10 bilhões de sua fortuna de US$ 130 bilhões para um fundo que combate as mudanças climáticas. Mas um grupo de funcionários ligados à Amazon ainda acha pouco

 

Jeff Bezos em setembro de 2019, falando sobre os planos da Amazon para combater a mudança climática

Pelo Instagram, o fundador e CEO da Amazon, Jeff Bezos, anunciou a criação de um novo fundo para combater a mudança climática. O magnata vai investir pelo menos US$ 10 bilhões no Bezos Earth Fund, como foi nomeada a iniciativa, que deve entrar em vigor já nos próximos meses, com a concessão de bolsas de estudo.

O projeto visa apoiar financeiramente cientistas, ativistas e organizações comprometidas com pautas ambientais. “Quero trabalhar ao lado dos demais para, simultaneamente, ampliar maneiras já conhecidas e explorar novas formas de se combater o impacto devastador da mudança climática”, escreveu Bezos no post, acrescentando ainda que “a mudança climática é a maior ameaça ao nosso planeta”. 

Esse compromisso bilionário é também uma resposta à demanda do grupo Amazon Employees for Climate Justice, que, em maio do ano passado, escreveu uma carta aberta ao executivo questionando seus planos relacionados a pautas ambientais. A mensagem foi assinada por 8,7 mil profissionais, nem todos necessariamente vinculados ao grupo.  

Em setembro de 2019, a companhia divulgou um plano para neutralizar sua emissão de carbono até 2040, uma década antes do prazo final estipulado pelo Acordo de Paris, um tratado promovido pelas Nações Unidas. 

A Amazon tem um grande impacto ambiental. No ano passado, a empresa contabilizou a emissão de 44,4 milhões de toneladas métricas de gás carbônico – o mesmo que toda a cidade de Hong Kong. 

Para tentar reverter esse cenário, a companhia também afirmou que implementaria 100 mil veículos elétricos em sua frota de entregas até 2024. Um dia após firmar essa promessa, alguns funcionários protestaram exigindo mais – e o Bezos Earth Fund pode ser o resultado dessa “pressão”.

Embora satisfeitos com a iniciativa do fundador da Amazon, o grupo afirmou em comunicado que “uma mão não pode dar o que a outra está tirando”, cobrando o fim da colaboração entre Bezos e empresas de petróleo e combustíveis fósseis.

No documento, a equipe também pede que o magnata pare de financiar grupos que negam a mudança climática. “Jeff Bezos vai nos mostrar o real sentido de liderança ou vai continuar compactuando com a aceleração da crise ambiental, enquanto supostamente tenta ajudar?”, diz um trecho da carta. 

Em seu post no Instagram, Bezos se defende dizendo que “será preciso uma ação coletiva, com grandes e pequenas empresas, governos, ONGs e indivíduos. 

Os US$ 10 bilhões iniciais assegurados pelo executivo significam menos de 8% de sua fortuna, avaliada em US$ 130 bilhões, o que faz dele o homem mais rico do mundo.

Ainda assim, é uma das ofertas mais generosas já feitas, atrás apenas dos US$ 36 bilhões doados em 2006 por Warren Buffett, da Berkshire Hathaway; e dos US$ 16,4 bilhões que Helen Walton, esposa do fundador do Walmart, Sam Walton, destinou à caridade, em 2007. 

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