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Microsoft amplia estrutura e aquece disputa na nuvem no Brasil

Principal rival da AWS no setor, a gigante americana anunciou o investimento em uma nova região de data centers no Brasil, instalada no Rio de Janeiro. O plano passa ainda pelo uso de inteligência artificial em parcerias na área de capacitação, emprego e proteção ao meio-ambiente

 

Tânia Cosentino, presidente da Microsoft no Brasil

Desde que assumiu o comando da Microsoft, em 2014, Satya Nadella elegeu a computação em nuvem como o foco para reduzir a histórica dependência da empresa em relação ao sistema operacional Windows. No mesmo ano, como parte dessa estratégia, o Brasil recebeu sua primeira infraestrutura de data centers, instalada em São Paulo.

Seis anos depois, a companhia já gera mais de US$ 50 bilhões em receitas na nuvem e vem se firmando como uma das principais rivais da Amazon Web Services (AWS) no setor. E, novamente, o Brasil está no centro de um investimento em nuvem da empresa, que ainda reserva fôlego para impulsionar ofertas em conceitos como inteligência artificial.

A Microsoft anunciou, nesta terça-feira, 20 de outubro, a expansão de sua infraestrutura de nuvem no País com uma nova região de data center, instalada no Rio de Janeiro. A empresa não revelou o investimento e o número de centros de dados do projeto.

A companhia também informou que vai lançar novas zonas de disponibilidade da Azure, sua plataforma de nuvem, no País. Na prática, essas zonas são locais isolados de falhas, que fornecem estruturas de redundância em questões como energia, resfriamento e rede.

“Nós já tínhamos a perspectiva que o mercado de nuvem ia dobrar no mundo e no Brasil em três anos. E a pandemia só confirmou e acelerou esses números”, afirmou Tânia Cosentino, presidente da Microsoft no Brasil. “Com a aceleração da transformação digital, foi necessário entregar mais resiliência, latência e velocidade nos serviços.”

Segundo a Microsoft, atualmente, 25 mil parceiros e empresas já usam as ofertas de nuvem dessa plataforma no mercado brasileiro. Entre as companhias clientes estão nomes como o Bradesco e o Hospital Israelita Albert Einstein.

Com o novo projeto, a empresa reforça sua posição na disputa com a AWS que, no início de 2020, anunciou o plano de investir R$ 1 bilhão nos próximos dois anos para expandir sua infraestrutura de nuvem na América do Sul.

Globalmente, pouco a pouco, a empresa começa a incomodar a AWS que, segundo a consultoria Gartner, detém uma participação de 45% na oferta de infraestrutura de computação em nuvem. A Microsoft, por sua vez, saiu de uma fatia de 15,6%, em 2018, para 17,9%, em 2019. Há quatro anos, essa participação era de 8,7%.

Além de atender ao aumento na demanda por parte dos clientes, Tânia destacou que o investimento vai ao encontro de questões legais e regulatórias. “Há também uma série de requisitos do governo para que, não apenas essa base de dados, mas também sua réplica fique no País.”

O novo projeto integra o plano da companhia batizado de Mais Brasil e que traz ainda outras duas novidades. A primeira delas é uma parceria com o Ministério da Economia, envolvendo a Escola do Trabalhador 4.0, uma plataforma de ensino remoto.

A AWS detém uma participação global de 45% na oferta de infraestrutura de computação em nuvem. A Microsoft, por sua vez, saiu de uma fatia de 15,6%, em 2018, para 17,9%, em 2019

A ferramenta irá incluir cursos gratuito de tecnologia da Microsoft, com capacidade de atender até 5,5 milhões de brasileiros em busca de capacitação e emprego. O programa contempla desde conteúdos mais básicos, de iniciação digital, até temas mais avançados, como ciência de dados, computação em nuvem e inteligência artificial.

Ainda dentro dessa parceria, o Sistema Nacional de Emprego (SINE) irá usar recursos de inteligência artificial da Microsoft para aprimorar a conexão entre empresas e os candidatos a vagas. “Estabelecemos essa parceria para ampliar a busca de emprego para até 25 milhões de trabalhadores”, afirmou Tânia.

Em um terceiro pilar do plano Mais Brasil, a Microsoft anunciou uma parceria com a Vale e o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). Com o uso de inteligência artificial e dados preditivos, a ideia é aprimorar o combate ao desmatamento e às queimadas na floresta amazônica.

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