Negócios

Tesla faz bitcoin “acelerar” com compra de US$ 1,5 bilhão da moeda virtual

A Tesla é a mais recente empresa a investir na moeda virtual, seguindo o exemplo de MicroStrategy e Square. A montadora de Elon Musk anunciou ainda que pretende aceitar o bitcoin como forma de pagamento na compra de seus produtos no futuro próximo

 

Carro elétrico da Tesla

Nesta segunda-feira, 8 de fevereiro, o relatório anual de atividades financeiras da Tesla trouxe um dado que confirmou que o interesse de seu fundador, Elon Musk, por criptomoedas não era apenas um de seus comentários no Twitter.

A fabricante de veículos elétricos anunciou a compra de US$ 1,5 bilhão em bitcoin, o equivalente a R$ 7,4 bilhões. E afirmou que vai aceitar a criptomoeda como forma de pagamento para seus produtos no futuro próximo. É a primeira montadora a tomar essa atitude.

Com a notícia, o valor de bitcoin subiu 16% e atingiu US$ 44.795, o maior valor já registrado. A cotação equivale a R$ 230.247.

No final de janeiro deste ano, Musk colocou a palavra #bitcoin em seu perfil no Twitter, sem fazer muito alarde. E o preço da criptomoeda subiu 20%, chegando a ser comercializada a US$ 38.020.

Antes disso, Musk já havia dito que queria converter grandes transações do balanço patrimonial da Tesla em operações de bitcoin. O interesse havia sido manifestado em uma conversa com Michael Saylor, CEO da empresa de inteligência de negócios MicroStrategy, nas redes sociais.

A MicroStrategy é uma das companhias que já comprou bitcoin. Entre agosto e setembro de 2020, foram US$ 433 milhões em criptomoeda adicionados ao portfólio da empresa.

A empresa de serviços financeiros Square, do cofundador e CEO do Twitter Jack Dorsey, também fez um investimento de US$ 50 milhões em bitcoin em outubro de 2020.

Também em 2020, PayPal anunciou que passaria a aceitar as criptomoedas em suas plataformas de pagamentos, seguindo o mesmo caminho do polêmico aplicativo de investimentos Robinhood.

Essa movimentação de grandes empresas comprando bitcoin é vista pelo mercado como uma validação das criptomoedas e ajuda a dar legitimidade ao investimento como uma forma alternativa – e ainda pouco explorada do ponto de vista corporativo – de acesso a crédito.

Tanto a Tesla quanto o bitcoin, no entanto, não são unanimidade. Uma pesquisa do banco alemão Deutsche Bank divulgada em janeiro deste ano aponta que as ações das duas estão no topo da lista de mercados financeiros que estão em território de bolha.

O relatório anual da Tesla encaminhado à SEC, a Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos, aponta também que a Tesla poderá investir em barras de ouro e outros produtos diversificados. E poderá fazer novas compras de bitcoin no futuro. “Acreditamos que a criptomoeda tem grande liquidez”, informou a empresa, em nota oficial.

Leia também

UM CONTEÚDO:

BRAND STORIES

VÍDEOS

Assista aos programas CAFÉ COM INVESTIDOR e CONEXÃO CEO