Startups

Ícone do Vale do Silício, fundo Andreessen Horowitz estende seu olhar para a AL

Ben Horowitz e Marc Andreessen são dois dos investidores mais influentes da indústria de venture capital. Em uma transmissão pelo Clubhouse, a dupla falou sobre como a América Latina deve se tornar um destino mais frequente para os seus cheques

 

Ben Horowitz, cofundador da Andreessen Horowitz

Veteranos do Vale do Silício, Marc Andreessen e Ben Horowitz ostentam o status de lendas na indústria de venture capital. À frente da Andreessen Horowitz, fundada em 2009, a dupla traz no currículo, entre outros feitos, cheques assinados para nomes como Facebook, Instagram e Lyft, quando essas empresas ainda não passavam de apostas.

Com cerca de US$ 16,6 bilhões em ativos sob gestão, atualmente, a gestora tem no portfólio empresas como Airbnb, Robinhood, Instacart, Foursquare e a nova sensação Clubhouse. E, pouco a pouco, começa a abrir espaço para a América Latina em seu mapa de investimentos.

“Estamos aprendendo e entendendo melhor a região”, afirmou Horowitz, em transmissão realizada na noite desta terça feira, 23 de fevereiro, pelo fundo Canary. “Há um grande leque de empresas interessantes surgindo, especialmente em segmentos como serviços financeiros e delivery.”

De olho nessa onda, a gestora fez seu primeiro e, até aqui, único investimento no Brasil em janeiro de 2020, na Loft, startup de compra e venda de imóveis. Realizada em parceria com a Vulcan Capital, a rodada foi, porém, um bom cartão de visitas. Com o aporte de US$ 175 milhões, a novata fundada em 2018 tornou-se mais uma representante entre os unicórnios locais.

Além da Loft, a Andreessen Horowitz vem marcando território em outros países. A empresa é, por exemplo, uma das investidoras da colombiana Rappi. E liderou aportes nos últimos dois anos em startups como a fintech Addi, também colombiana, e na proptech mexicana Casai, que captou um cheque de US$ 48 milhões em outubro.

Segundo Horowitz, a América Latina já tinha um histórico de bons empreendedores e profissionais. Nesses últimos anos, esse componente foi reforçado com o avanço na infraestrutura tecnológica da região.

Ao mesmo tempo, ele enxerga nas tendências impulsionadas pela Covid-19, como a computação em nuvem, mais um ponto favorável para os ecossistemas fora do Vale do Silício, incluindo nesse pacote, a América Latina.

“Hoje, está muito claro que as empresas podem ser criadas em qualquer lugar e que há oportunidades reais fora do Vale do Silício”, afirmou Horowitz. “Essa era uma mudança que já vinha acontecendo, mas que foi acelerada com a pandemia.”

Marc Andreessen também falou sobre esse cenário. “Estamos em um contexto em que muitas coisas vão ser testadas”, observou. “Em termos de trabalho remoto, trabalho virtual, empresas descentralizadas e todos esses novos tipos de práticas e ferramentas de gestão.”

Marc Andreesssen, sócio-fundador da Andreessen Horowitz

Ao expandir as fronteiras da gestora, Horowitz também destacou que a América Latina larga na frente em relação a países como China e Índia, mesmo com esses países tendo uma boa base de empreendedores e sendo donos de mercados imensos.

“Sob o ponto de vista cultural, a América Latina é mais próxima”, observou. “Se compararmos a Rappi e a Instacart, por exemplo, há algumas particularidades, mas elas são bastante similares.”

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