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A dona do Google vai ao campo com um robô agricultor

O X Lab, da Alphabet, holding que controla o Google, é famoso por desenvolver projetos ousados e inovadores. Foi de lá que saiu a Waymo, empresa de carros autônomos. A aposta agora é um robô agricultor que coleta dados de plantações nos Estados Unidos

 

Plant Buggy, os tratores robôs da Mineral que analisam plantas individualmente

O X Lab, da Alphabet, é solo fértil para ideias revolucionárias. Foi nesta espécie de “incubadora” de projetos ambiciosos que a holding que controla o Google “semeou”, por exemplo, a empresa de tecnologia para veículos autônomos Waymo, hoje um negócio independente.

Agora, o terreno está sendo preparado para a Mineral, uma iniciativa voltada para a agricultura computacional. “Nosso projeto começou com a percepção de que, para cultivar alimentos de forma sustentável em uma escala global, novas ferramentas serão necessárias para gerenciar a incrível complexidade da agricultura”, postou Elliott Grant, líder desta empreitada, no blog do X Lab na segunda-feira, 12 de outubro.

De acordo com o executivo, a empreitada teve início em março do ano passado, mas só agora o projeto ganhou corpo e nome oficial.  A equipe da Mineral está desenvolvendo e testando softwares e hardwares que empreguem inteligência artificial, sensores e robótica em diferentes plantações e áreas, de campos de morangos na Califórnia a campos de soja em Illinois. 

Tanto que já é possível ver o “Plant Buggy”, o robô agricultor da companhia, em ação. A máquina trafega por entre os campos e analisa cada planta individualmente na expectativa de coletar dados para os fazendeiros, como áreas que carecem de fertilizante e outras que poderiam se beneficiar com uma borrifada de algum nutriente. 

“Temos aprendido sobre as safras, do plantio à colheita, para que possamos encontrar novas maneiras de ajudar os produtores a entender como as plantas crescem e interagem com seu ambiente. Esperamos que, com esse aprendizado, possamos desenvolver ferramentas que permitam transformar a forma como plantamos alimentos”, escreveu Grant. 

Para o executivo, todas as etapas são motivadas por perguntas-chave: “E se cada planta pudesse ser monitorada e receber exatamente a nutrição necessária? E se pudéssemos desvendar os fatores genéticos e ambientais da produção agrícola? E se pudéssemos medir as maneiras sutis como uma planta responde ao seu ambiente?”

Enquanto não encontram as respostas para tantas questões, a equipe da Mineral se dedica a aperfeiçoar o robô agricultor a fim de coletar dados mais numerosos e qualitativos. 

Não há informações sobre o orçamento destinado ao projeto Mineral, nem do impacto que suas pesquisas trouxeram até agora. O que se sabe, contudo, é que outras gigantes do Vale do Silício também estão apostando nas “fazendas inteligentes“.

A Microsoft, por exemplo, desenvolveu o Azure FarmBeats, um software que alimenta os produtores com dados de sensores e de satélites para auxiliar em decisões como ajustar o nível de adubo e água do solo e analisar a “saúde” da safra em questão.

Jeff Bezos, o fundador da Amazon, optou por um caminho alternativo ao investir em fazendas verticais. O bilionário participou, em 2017, da rodada série B de investimentos da startup Plenty, focada em fornecer alimentos frescos a consumidores. Na ocasião, a empresa levantou US$ 200 milhões. Hoje, a companhia conta US$ 541 milhões de investimento captado.

Segundo a agência Markets and Markets, essa indústria de tecnologia agrícola vai passar dos US$ 13,8 bilhões, neste ano, para US$ 22 bilhões em 2025. De acordo com o levantamento, os Estados Unidos devem liderar o segmento, mas o Brasil é apontado como um dos países que mais rapidamente devem se adaptar a essas tecnologias. 

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