De olho em mercado de R$ 4 bilhões, Positivo agora conserta PCs até de rivais

Batizada de Positivo Tech Services, a nova divisão irá prestar serviços de suporte para os equipamentos do grupo e também de rivais. E já nasce atendendo clientes como Banco do Brasil, Cielo e Usiminas

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A nova divisão cobrirá 5,5 mil municípios e será batizada de Positivo Tech Services

Fabricante brasileira de computadores, a Positivo engatou, nos últimos anos, uma marcha para embarcar novos negócios dentro do seu ecossistema. Esse caminho já passou por frentes como celulares, soluções de pagamento, internet das coisas, urnas eletrônicas e a locação de equipamentos.

Nesta terça-feira, 8 de março, a companhia está anunciando mais um movimento nessa direção, com o lançamento oficial da Positivo Tech Services, que irá oferecer serviços de suporte e assistência técnica para empresas em todo o País.

O novo braço traz um diferencial em relação a outras “avenidas de crescimento” abertas pela companhia nos últimos anos, ao ir além dos limites da operação: a divisão irá atender não apenas equipamentos e marcas da Positivo, mas também máquinas e dispositivos de empresas rivais.

“Esse é um mercado que movimenta R$ 4 bilhões anualmente no Brasil”, diz Marcos David Santos, diretor de operações da Positivo, em entrevista ao NeoFeed. “E as empresas não têm apenas nossas máquinas em seus parques. Estávamos perdendo oportunidades.”

A base para o lançamento da unidade começou a ser construída em 2014, com a chegada de Santos à companhia. O executivo liderava a área de serviços da Itautec. Conhecida por sua rede de atendimento em todo o mercado brasileiro, a empresa havia sido vendida para a japonesa Oki, um ano antes.

Inspirada nesse modelo e nessa capilaridade, a Positivo foi estruturando, pouco a pouco, sua cobertura em todo o País, visando a atender, em um primeiro momento, apenas as demandas relacionadas às suas marcas, o que começou a ser concretizado, de fato, em 2017.

Em 2021, quando a empresa chegou a uma cobertura de 5,5 mil municípios e entendeu que a oferta “dentro de casa” já estava madura, o próximo passo natural foi estender os serviços a outras marcas, com a nova divisão.

“Já temos a parte mais complexa da equação resolvida”, afirma Rodrigo Guercio, vice-presidente de negócios corporativos da Positivo. “Agora, vamos usufruir e capturar mais receita a partir dessa rede de logística e assistência técnica que nós construímos.”

A nova oferta cobrirá computadores, notebooks, tablets, servidores, celulares e máquinas de pagamento. O leque de serviços, 24×7, é amplo e incluirá modalidades como suporte e treinamentos; gestão do parque de equipamentos; segurança; e manutenções corretivas e preventivas.

Para atender os clientes, a divisão contará com uma equipe de cerca de 500 funcionários. Dentro desse time, aproximadamente 1,5 mil pessoas serão profissionais em campo, próprios e terceiros.

Essa estrutura incluirá ainda quatro centros de reparo de grande porte, distribuídos nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná. Além de profissionais técnicos instalados nos 25 centros logísticos da Positivo em todo o País.

O projeto incluiu ainda uma nova unidade em Barueri, instalada em um galpão de 2,5 mil metros quadrados. O espaço conta com um laboratório com 80 bancadas, um centro de comando e uma área de armazenagem.

Rodrigo Guercio, vice-presidente de negócios corporativos da Positivo

“Essa unidade será totalmente dedicada à Positivo Tech Services”, afirma Guercio. “Começamos a operar no último fim de semana e esse é um investimento para abrigar todos os novos contratos que entrarem.”

Até por toda a estrutura dedicada, a prioridade de atendimento da Positivo Tech Services serão as grandes empresas, com operações e presença nacional. E, já na largada, a unidade estreia com um bom pacote de contratos, que inclui nomes como Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Correios, Petrobras, Cielo e Usiminas.

“Esse é um segmento no qual os clientes são eternos insatisfeitos, pois, ou o serviço é bom, e muito caro, ou é muito barato e muito ruim”, afirma Santos. “E, além disso, é um mercado ainda extremamente fragmentado.”

Entre as empresas que atuam nesse espaço estão empresas e consultorias como IBM, Stefanini, Sonda e Capgemini. Ou fabricantes como Dell e HP, cujos serviços cobrem, na maioria dos casos, apenas seus equipamentos. “Se somarmos os 10 principais players, a participação não chega a 50%”, diz Santos.

A Positivo, que é comandada por Hélio Rotenberg, ainda não divulga números consolidados de suas operações de serviços e também não revela as projeções com a nova divisão.

No acumulado de janeiro a setembro de 2021, a empresa, avaliada em R$ 1,02 bilhão, reportou uma receita líquida de R$ 2,2 bilhões, alta de 75,5% sobre igual período em 2020. Nesse intervalo, o lucro líquido cresceu 249,5%, para R$ 161 milhões.

Assista ao programa Conexão CEO com Hélio Rotenberg, CEO da Positivo Tecnologia:

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