Negócios

Desempenho fraco e mudança digital faz banco ING deixar a América do Sul

Banco holandês vai fechar escritórios na América do Sul e de alguns países na Ásia. As mudanças serão colocadas em prática até o final de 2021

 

Lucro do terceiro trimestre foi abaixo do esperado

Para cortar custos e abraçar a transformação digital, o banco holandês ING pretende dispensar até mil funcionários e encerrar as atividades de seus escritórios na América do Sul e de alguns países na Ásia. As mudanças serão colocadas em prática até o final de 2021.

Segundo a instituição financeira, esse movimento visa a simplificar a operação para que a equipe possa focar nos clientes estratégicos e no desenvolvimento de sua tecnologia. “Continuamos atendendo às necessidades internacionais dos nossos clientes em nossos centros regionais, ” disse o CEO Steven van Rijswijk, em comunicado oficial. 

O banco confirmou que as estruturas afetadas estão no Brasil, Argentina, Colômbia, Tailândia, Malásia, Mongólia e Cazaquistão. Esse “aperto de cinto” vem na esteira dos resultados do último trimestre de 2020, com um lucro de € 788 milhões, um número abaixo dos € 844 milhões estimados por analistas. Os gastos para o período somaram € 2,6 bilhões, também em descompasso com as expectativas.

Na bolsa de Amsterdã, o ING cedeu 3,2% no pregão de quinta-feira, 5 de novembro. Desde o começo do ano, as ações do banco caíram mais de 40%. “A pandemia continua a ter um impacto significativo em todo o mundo, com uma segunda onda atingindo a Europa e os Estados Unidos, e colocando ainda mais pressão em empresários e consumidores”, comentou Rijswijk. 

O executivo destaca, porém, que sua equipe foi capaz de trazer a bordo 200 mil novos clientes. “Os resultados do terceiro trimestre do ING foram resilientes, com bom controle de gastos e custos de risco mais baixos”, disse o CEO. “Vimos uma redução na receita líquida de juros resultante da pressão de margem sobre os passivos, combinada com a menor demanda de empréstimos.”

O banco ING foi um dos que mais cresceram na Europa nos últimos anos, absorvendo milhões de usuários graças aos seus serviços online. A instituição agora briga para ser mais lucrativa, um desafio maior diante dos juros baixos e menores margens de lucro.

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