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“Foi um choque”, diz fundador da Gympass sobre efeito da Covid-19 na startup

Cesar Carvalho, fundador da Gympass, disse que a startup precisou se reinventar da noite para o dia quando as academias fecharam. De um lado, apostou em aulas onlines. De outro, teve de demitir funcionários

 

Cesar Carvalho, fundador da Gympass

Para o setor de atividades físicas, a paralisação foi total. As medidas de distanciamento social devido à crise do novo coronavírus fecharam, da noite para o dia, milhares de academias de ginástica ao redor do mundo.

E a “atrofia” repentina dos negócios colocou em xeque a força da GymPass, startup brasileira fundada por Cesar Carvalho, que tem entre os seus investidores Softbank, Valor Capital e Redpoint eventures

“Foi um choque”, disse Carvalho, que participou de um painel virtual da segunda edição do Brazil at Silicon Valley, nesta quarta-feira, 6 de maio. “O serviço que a gente tinha era todo baseado em visitas presenciais em uma das 50 mil academias que temos como parceiras nos 14 países onde atuamos.”

Durante a apresentação, que contou também com a participação de empreendedores que criaram outros unicórnios brasileiros, como Fabrício Bloisi, do iFood; David Vélez, do Nubank; e Victor Lazarte, da WildLife, Carvalho contou como enfrentou a crise.

A primeira medida foi criar dois comitês com pessoas diferentes: um de ataque e outro de corte de custos. “Não conheço quem consiga pensar nos dois lados, por isso a equipe foi dividida. Começamos, então, a conversar todos os dias, discutindo soluções“, disse Carvalho.

Em pouco tempo, o comitê de ataque da GymPass conseguiu estruturar uma força-tarefa online para promover aulas onlines. “São quase 5 mil academias fazendo lives e mais de 100 mil pessoas consumindo esses produtos”, disse Carvalho.

Confessando que jamais havia cogitado a possibilidade de fazer uma aula virtual antes da pandemia, Carvalho diz que se rendeu aos apelos das aulas virtuais. “Você consegue ter o feedback pessoal do professor, que corrige sua postura e te incentiva. É muito legal”. 

O fundador da Gympass não detalhou as iniciativas que a startup fez para cortar custos durante a apresentação online, que foi mediada por André Street, fundador da Stone.

Mas a companhia cortou aproximadamente um terço de seus funcionários, estimada em 1,3 mil pessoas, segundo publicou a Forbes.

Carvalho disse também que acredita que boa parte de seus clientes volte a optar pelas aulas e atividades presenciais quando as medidas de distanciamento social forem relaxadas, mas diz que os exercícios online sempre terão espaço. 

Da mesma forma, a GymPass passará a operar dentro de um “novo normal” ao fim da pandemia. Na visão de Carvalho, o trabalho remoto deve ganhar mais força.

“Já liberamos a opção para que, os profissionais que desejarem, trabalhem de casa até agosto, mas isso deve ser estendido até o final do ano”, afirmou o empreendedor.

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