Na HIX Capital, a aposta em companhias privadas na fase de pré-IPO

A HIX Capital, que tradicionalmente investe em empresas públicas, começa a apostar em startups antes de abrirem o capital. Gustavo Heilberg explica essa estratégia ao Café com Investidor

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A HIX Capital construiu uma história de investimentos em empresas abertas desde que foi fundada pelos irmãos Gustavo e Rodrigo Heilberg em 2012. Tanto que, atualmente, a gestora conta com R$ 2,2 bilhões de ativos sob gestão.

Desde o ano passado, no entanto, a HIX Capital começou uma estratégia que, aos poucos, está se transformando em uma tendência no mercado brasileiro: apostar em empresas privadas, tipicamente em companhias que podem abrir o capital em um prazo de até 24 meses.

“Se começamos a olhar essas empresas quando estão privadas, tenho uma capacidade muito maior de avaliá-las, quando chega o momento de abrir o capital”, diz Gustavo Heilberg, sócio e fundador HIX Capital, em entrevista ao programa Café com Investidor, do NeoFeed.

Até agora, a HIX Capital fez três investimentos nessa linha. O primeiro deles foi na F360º, uma plataforma de gestão financeira para pequenos e médios varejistas e franquias. A gestora participou também da rodada de R$ 580 milhões liderada pelo Softbank na Omie.

Outro exemplo desse tipo de investimento é na Boa Safra Sementes, que fez abriu o capital em abril e captou R$ 460 milhões. Nessa caso, a HIX Capital atuou como âncora do IPO, comprometendo-se com o investimento antes da companhia, cujas ações sobem 39% desde então, se tornar pública.

“Não vemos o IPO como um fim. Mas como um meio para a empresa seguir captando”, diz Heilberg. “Queremos continuar e, se possível, em alguns casos, dobrar a aposta.”

A estratégia de investir em empresas privadas não é exatamente uma novidade para Heilberg. Ao lado de seu irmão Rodrigo, a dupla já fez uma série de aportes em startups.

Além de alocar recursos em fundos de venture capital, os irmãos Heilberg investiram na Zee.Dog (comprada Petz), na Spin Pay (adquirida pelo Nubank) e na Acesso Bank (que foi parar nas mãos do Méliuz), entre muitas outras empresas.

Nesta entrevista, que você assiste no vídeo acima, Heilberg explica as razões de começar a investir em empresas privadas, fala sobre como estrutura os deals, conta sobre seus investimentos na pessoa física e avalia a safra de IPOs recentes da B3. Assista a mais um episódio do Café com Investidor.

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