Para o Itaú BBA, o Burger King voltou a ser “apetitoso” para os investidores

O Itaú BBA enxerga um potencial de valorização de 45,7% nas ações da BK Brasil, após uma queda de 10% nos últimos 12 meses, mesmo com diluição após fusão com Domino´s Pizza

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A BK Brasil está avaliada em R$ 2,4 bilhões na B3

Em 9 de julho, a BK Brasil, grupo master franqueado das bandeiras Burger King e Popeyes no País, anunciou a compra da DP Brasil, responsável pelas operações locais da Domino’s Pizza.

Em um primeiro momento, o mercado reagiu com euforia e as ações da companhia na B3 encerraram o pregão, na segunda-feira seguinte, dia 12 de julho, com alta de 7,9%.

O entusiasmo, porém, durou pouco. De lá para cá, os papéis foram se desvalorizando e já acumulam queda de 25%. Mesmo em uma perspectiva mais longa, os últimos 12 meses, o cenário segue negativo, com um tombo de 10%.

Se o mercado tem achado a dona do Burger King meio sem sal, o Itaú BBA sente um cheiro de oportunidade e vê razões para que o Whopper, o principal sanduíche do Burger King, volte a ficar saboroso.

Em um relatório distribuído a clientes nesta sexta-feira, 20 de agosto, a área de análise do banco de atacado do Itaú afirmou que a BK Brasil voltou a ter um valor de mercado que “parece razoável”, após as correções sofridas pelo preço.

A companhia, que está avaliada em R$ 2,4 bilhões na B3, fechou nesta sexta negociada a R$ 9,32. “O que estamos vendo é uma valoração que agora está atraente, em um contexto de uma perspectiva de crescimento robusto a médio prazo”, escreveram os analisas Joaquin Ley e Alejandro Fuchs, do Itaú BBA.

O banco de atacado estima que o preço-alvo da BK Brasil é de R$ 12,5, uma valorização potencial de 45,7% em relação ao preço do fechamento de quinta-feira, dia 19, a R$ 8,5, valor tomado como referência pelos analistas para fazer o cálculo.

Além disso, o Itaú BBA melhorou o seu rating para a companhia, que passou de “market perform” (em linha com a média do mercado) para “outperforming” (acima da média).

Com o valor menor para o preço das ações no momento, os analistas do Itaú BBA afirmam que agora se sentem mais confortáveis com a diluição dos papéis que acontecerá quando a aquisição da Domino’s Pizza for concluída.

Os papéis da BK Brasil serão diluídos porque a compra da DP Brasil se dará por meio da emissão de 54.081.596 ações ordinárias, que correspondem a 16,4% do total de ações da companhia, em conta que já considera o aumento de capital decorrente da incorporação da DP Brasil. Com isso, a Vinci Partners, dona da DP Brasil, se tornará a maior acionista individual da BK.

A transação ainda aguarda a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A expectativa do mercado é de que o aval saia ainda em 2021.

“Com a valor de mercado atual, acreditamos que a potencial aquisição do DP Brasil poderia levar ao acréscimo de valor líquido da companhia”, afirmam os analistas do Itaú BBA.

A julgar pelas projeções que BK Brasil apresentou para a Domino’s Pizza, a operação adquirida poderia valer R$ 1 bilhão, o que representaria um acréscimo de 23% ao valor de mercado da BK, dizem os analistas.

O Itaú BBA, contudo, acredita que os números da BK são um “pouco agressivos”, em comparação ao que a Domino’s Pizza consegue realizar em outros países.

“Assumindo uma rede de cerca de 800 lojas e margens um pouco menores, nossa avaliação de mercado da Domino’s Pizza seria de R$ 700 milhões, o que geraria um acréscimo líquido de 9%”, escreveram os analista do Itaú BBA.

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