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Um rival chinês tenta surfar na onda do TikTok nos Estados Unidos

A rede social de vídeos curtos TikTok se tornou um fenômeno nos Estados Unidos e no mundo, incomodando gigantes como Instagram e YouTube. Agora chegou a vez de uma rival chinês, chamado Zynn, tentar conquistar a América

 

Zynn tem layout e funcionalidade semelhantes ao do TikTok

Poucas marcas chinesas de internet conseguem ganhar tração fora da China. Uma delas é a rede social de vídeos curtos TikTok, um fenômeno mundial e que está ganhando força nos Estados Unidos.

Neste mês, o TikTok tirou o executivo Kevin Mayer da plataforma de streaming Disney+ para ser o CEO global da empresa, que conta com 37 milhões de usuários nos Estados Unidos.

Ao mesmo tempo que o TikTok ganha corpo nos Estados Unidos, um conterrâneo chinês pode ser um incômodo na sua trajetória para conquistar a América.

Trata-se do Zynn, um aplicativo que chegou ao mercado americano em maio deste ano e tem provocado algum barulho, bem como algumas polêmicas.

Com layout e funcionalidades similares as do TikTok, o Zynn aposta também em vídeos curtos, de 15 segundos de duração, e se destaca pelas artes e cortes rápidos. Outra semelhança é que, nos dois aplicativos, a linha do tempo tem rolagem “infinita”, sempre na vertical.

O “elemento-surpresa” para se diferenciar do concorrente e ganhar tração nos Estados Unidos é financeiro. No Zynn, os usuários são remunerados.

Ao assistir os vídeos publicados no Zynn, ou ao convidar pelo menos cinco amigos para se inscrever no aplicativo, os usuários dos EUA e Canadá são recompensados com vale-presentes e pontos que podem ser resgatados na App Store, Amazon, Walmart e outras varejistas, ou transferido o montante para uma conta bancária via PayPal.

Quem está por trás do aplicativo Zynn é a Kuaishou, uma empresa avaliada em US$ 30 bilhões, que recebeu, em dezembro do ano passado, US$ 2 bilhões de investimento da Tencent, a companhia mais valiosa da China, dona do aplicativo WeChat, chamado de o WhatsApp chinês.

O Zynn já é segundo maior aplicativo de vídeo da China, com 300 milhões de usuários. Ele perde a liderança para o Douyin, o nome que o TikTok tem na China, que tem 400 milhões.

A ByteDance, que está por trás do TikTok e do Douyin, vale mais de US$ 70 bilhões, sendo considerada a startup mais valiosa da China.

A briga que acontece em território chinês vai, agora, se desenrolar em solo americano. Nesse primeiro momento, o Zynn tem chamado a atenção e escalado posições nas lojas de aplicativos.

O Zynn já está no topo do ranking de downloads na categoria de entretenimento. Até esta quinta-feira, 28 de maio, ele era o segundo entre todos os apps baixados.

No YouTube, alguns usuários compartilharam vídeos mostrando tentativas bem-sucedidas de resgatar os prêmios em dinheiro. Em uma publicação do site Tech Hustler, um usuário sacou US$ 120 em três parcelas, antes de o Zynn oferecer gift cards.

Por se tratar de um esquema inédito para atrair usuários, o Zynn tem recebido críticas e desconfianças. Há quem sugira, por exemplo, que o app promova uma espécie de esquema de pirâmide, um mecanismo financeiro criminoso e inviável, benéfico apenas para os primeiros cadastrados.

Não será uma missão fácil alcançar o TikTok, que atingiu a marca de 2 bilhões de downloads em março deste ano e tem incomodado gigantes das redes sociais, como o Instagram e YouTube.

De acordo com o último levantamento do Sensor Tower, uma agência de análise de aplicativos, o TikTok movimentou US$ 78 milhões em abril, e se tornou o app mais rentável do mundo no período. O valor conta também as operações da operação chinesa do aplicativo, a Douyin.

Para tentar frear o avanço do TikTok, o Facebook e o Instagram vêm adicionando novas ferramentas às suas plataformas. A última novidade foi anunciada no dia 27 de maio, quando o Facebook lançou o Collab, um aplicativo que permite que diferentes usuários criem um único vídeo musical.

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