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Negócios

Investir na Argentina? Fica para a próxima

A empresa de tecnologia Senior vai começar a internacionalização e escolheu a Colômbia como ponta-de-lança para o projeto. Os hermanos, diz o CEO, são muito instáveis

 

Carlênio Castelo Branco, CEO da Senior, também pretende criar uma fintech

Nos últimos sete anos, a Senior, empresa de software de gestão sediada em Blumenau (SC), iniciou um processo de consolidação que culminou na compra de 16 empresas. Saiu de um faturamento de R$ 100 milhões, em 2013, para R$ 500 milhões até o fim deste ano.

A meta da Senior, empresa com 1,5 mil funcionários, é alcançar um faturamento de R$ 1 bilhão até 2022. Para isso, se prepara para comprar mais empresas do setor. “Só que agora vamos adquirir companhias maiores”, diz Carlênio Castelo Branco, CEO da Senior, ao NeoFeed.

O projeto de expansão da companhia passa também pela internacionalização. “Temos muitos clientes que pedem para que a gente vá para outros países”, diz Castelo Branco. E o país escolhido para iniciar a expansão é a Colômbia.

Até o fim do ano, a Senior deve anunciar uma grande aquisição por lá. “Estamos entre duas empresas”, diz o executivo. O país, presidido por Iván Duque, foi eleito pela empresa depois que um estudo encomendado para a IDC colocou México e Colômbia como os mais indicados para receber o investimento da companhia brasileira.

Em tempos normais, diz Castelo Branco, a Argentina teria sido a primeira opção da empresa. Mas, diante da instabilidade política e econômica no país, sobretudo agora com a provável vitória do candidato peronista Alberto Fernández à presidência, o executivo prefere deixar para depois. “Não dá para investir onde não há segurança”, diz ele.

Até porque a Senior está buscando diversificar suas operações em outros países também para não depender de um único mercado e assim reduzir os riscos. Essa, aliás, é uma postura que tem sido adotada no dia a dia dos negócios da empresa.

Até 2013, 60% do faturamento da empresa vinham dos softwares de gestão de RH e os 40% restantes de ERP. Com as aquisições, o jogo mudou. Hoje, o ERP representa 45%, o RH 35% e os 20% vêm de softwares de CRM, varejo, logística, entre outros.

“Cerca de 45% de todo o movimento da Black Friday no Brasil passam pelo nosso software de logística”, diz Castelo Branco. Empresas como Magazine Luiza, Netshoes, Evino e outras gigantes usam o software de logística da companhia.

Mas isso não significa que o negócio de RH perdeu força na estratégia da empresa. Ao contrário. A Senior estuda criar uma fintech para aproveitar a extensa base que passa pelo seu software.

A Senior pretende criar uma fintech que possa trabalhar na área de antecipação de recebíveis, crédito consignado, entre outros produtos

“Seis milhões de colaboradores, cerca de 20% das folhas de pagamento do Brasil, passam pelo nosso sistema”, diz Castelo Branco. A ideia é criar uma empresa que possa trabalhar na área de antecipação de recebíveis, crédito consignado, entre outros produtos.

Castelo Branco entende bem do assunto. Ele foi diretor de varejo e marketing da Getnet antes de a empresa ser comprada pelo Santander e conhece o setor financeiro e de meio de pagamentos. Indagado se existe espaço para mais uma fintech no mercado, ele é categórico. “Tem espaço sim.” A conferir.

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