SpaceX, de Elon Musk, sobe como um foguete e atinge US$ 100 bilhões

Com a marca, alcançada por meio da venda de US$ 755 milhões em ações, a companhia tornou-se a empresa privada mais valiosa dos Estados Unidos. No mundo, ela só está atrás da dona do TikTok

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A nova avaliação representa um aumento de 33% em relação ao último aporte recebido pela companhia

A SpaceX, companhia do bilionário Elon Musk, acaba de disparar o seu valor de mercado, chegando a US$ 100 bilhões e se tornando a empresa privada mais valiosa dos Estados Unidos, ao superar a fintech Stripe, que vale US$ 95 bilhões, segundo a consultoria americana CB Insights.

Com o salto, a companhia vira o que mercado chama de “centicórnio”, por ter 100 vezes o valor de uma empresa unicórnio, de US$ 1 bilhão. No mundo, o negócio fundado por Elon Musk agora só perde para a chinesa ByteDance, dona do TikTok, aplicativo de vídeos curtos – avaliada em US$ 140 bilhões.

O novo patamar da SpaceX foi atingido graças a um acordo que a empresa fez com novos e atuais investidores para vender US$ 755 milhões em ações, ao preço de US$ 560 cada, segundo informações do site CNBC.

A nova precificação representa um aumento de 33% em relação ao último aporte recebido pela companhia. Em fevereiro, quando levantou US$ 1,2 bilhão em recursos, a empresa foi avaliada em US$ 74 bilhões, com cada ação valendo US$ 419,99. A SpaceX não é listada em Bolsa.

Antes, o valor de mercado da companhia de Musk era próximo ao das empresas mais valiosas do Brasil. A Vale está avaliada em US$ 72,8 bilhões, enquanto a Petrobras atinge US$ 70,4 bilhões. O Mercado Livre, da Argentina, é avaliado em US$ 75,6 bilhões.

A SpaceX, criada em 2002 por Musk, também fundador da Tesla, de veículos elétricos, tornou-se mais famosa após proporcionar o primeiro voo espacial só com civis até a órbita da Terra. A Crew Dragon decolou no último dia 15 de setembro, levando quatro pessoas a bordo, para uma viagem de três dias, um marco para a história do turismo espacial.

Diferentemente de Jeff Bezos e Richard Branson, outros bilionários que também investem em turismo espacial, Musk não fez parte da tripulação.

Branson, com a Virgin Galactic, foi quem deu a largada nesse tipo de empreitada. No dia 11 de julho, viajou em seu foguete, junto com outros três passageiros e dois pilotos. O voo chegou a atingir 85 km de altitude.

O de Bezos, realizado pela Blue Origin, decolou nove dias depois, em 20 de julho. Com mais três civis, ele superou a marca da Virgin Galactic e alcançou a altitude de 107,05 km. Porém, foi um voo suborbital, quando a nave alcança a altitude de 100 quilômetros, que marca o início do espaço, e depois volta à Terra. O voo orbital, por sua vez, chega à órbita e entra em trajetória circular, ao redor do planeta.

A SpaceX não deve parar por aí. Em um ambicioso plano para “dominar” o espaço, a empresa de Musk está desenvolvendo um foguete para levar pessoas e cargas em missões para a Lua e Marte. É o Starship. Alguns protótipos estão sendo testados no Texas. O primeiro passo é levá-lo também à órbita.

Além disso, um dos planos da empresa é construir uma rede de internet conectada a milhares de satélites, para que os clientes tenham acesso a internet de alta velocidade em qualquer lugar do planeta. Já foram lançados 1.740 satélites até o momento. A rede conta com mais de 100 mil usuários, espalhados por 14 países, que pagam US$ 99 por mês.

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