Andreessen Horowitz ignora crise e capta US$ 4,5 bilhões para novo fundo cripto

A gestora que já investiu em empresas como Airbnb, Facebook e Instagram lança o seu quarto fundo centrado nesses ativos e eleva seu montante total destinado ao setor para mais de US$ 7,6 bilhões

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Bitcoin perdeu 38% de seu valor unitário desde o começo do ano

Enquanto o mercado de startups mostra sinais de desaceleração, gestoras de venture capital que construíram nomes com apostas certeiras em empresas de tecnologia agora voltam seu olhar para as criptomoedas. No esforço mais recente neste sentido, a Andreesseen Horowitz lançou mais um fundo para investir nas moedas digitais.

O grupo de capital de risco com sede no Vale do Silício anunciou o seu quarto fundo voltado aos investimentos em criptoativos nesta quarta-feira, 25 de maio. O veículo é composto por US$ 4,5 bilhões, dos quais US$ 1,5 bilhão serão utilizados em aportes seed e o restante em cheque acima desse estágio.

O volume de capital alocado faz com que esse seja o maior fundo já criado no mercado para investir em criptoativos. Ao mesmo tempo, a Andreessen Horowitz, que já investiu em empresas como Facebook, Instagram e Airbnb – além da exchange Coinbase – eleva seu investimento total no setor para mais de US$ 7,6 bilhões.

O movimento ocorre num momento em que o mercado de criptomoedas enfrenta uma baixa que ficou conhecida como “inverno cripto”. Moeda digital mais conhecida e negociada, a bitcoin viu seu valor unitário diminuir mais de 38% desde o começo do ano. Cada unidade agora é negociada por volta de US$ 29,4 mil.

Dentro da Andreessen Horowitz a expectativa é de que depois da tempestade, venha a bonança. Em nota, Chris Dixon, sócio-gerente e fundador do braço cripto da Andreessen, acredita que o mercado esteja se aproximado de uma nova “era de ouro” para o setor.

“Acreditamos que as blockchains impulsionarão o próximo grande ciclo de computação”, disse Dixon. “É por isso que decidimos ir grande.”

Os investimentos da Andreessen Horowitz poderão ser feitos diretamente nas operações das empresas com a compra de tokens ou moedas digitais criadas por uma determinada startup.

No radar para investimentos estão startups de todos os estágios e de áreas como mídias sociais descentralizadas, comunidades de NFTs, empresas que operam com a monetização de criadores e com finanças descentralizadas.

Vale lembrar que a Andreessen Horowitz anunciou na semana passada um fundo de US$ 600 milhões focado em jogos. O objetivo é apoiar iniciativas como aplicativos e estúdios de jogos que trabalhem com o metaverso.

Um dos principais nomes do mercado de investimentos no Vale do Silício, a gestora começou a olhar para as criptomoedas em 2017, com o lançamento do seu primeiro fundo voltado centrado nesses ativos.

Em junho de 2021, a a16z (como é conhecida) lançou o terceiro fundo, de US$ 2,2 bilhões, focado em startups de moedas digitais e blockchain. “O tamanho desse fundo fala da oportunidade que temos diante de nós”, afirmaram, em nota na época, Dixon, Katie Haun e Ali Yahia, os outros dois sócios que comandam a divisão de criptomoedas da Andreessen Horowitz.

Outra gestora que também está de olho nos criptoativos é a Sequoia Capital. Em fevereiro deste ano, empresa de capital de risco que fez apostas certeiras no início de operações como Google, Apple e WhatsApp anunciou que iria investir entre R$ 500 milhões e R$ 600 milhões em criptomoedas.

Não seria a primeira vez que a gestora alocaria capital nesse setor. Em 2021, um quinto dos investimentos realizados pela Sequoia nos Estados Unidos e na Europa foram destinados a empresas que atuam com criptomoedas. Um desses cheques envolveu um aporte de US$ 310 milhões na Fireblocks, startup que oferece serviços de proteção para o blockchain.

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