Na Crescera Capital, a nova geração que assumiu o “poder” põe o capital para crescer

A gestora, que tinha Paulo Guedes e Sergio Eraldo Salles como sócios, tem mais de R$ 6 bilhões de ativos sob gestão e administra fundos de private equity, venture capital e até um SPAC. O co-CEO, Daniel Borghi, explica a tese

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Ao longo de sua trajetória, a gestora de private equity e venture capital Crescera Capital passou por vários rebrandings. Em 2008, nasceu com o nome de BR Investimentos, sob a batuta do hoje ministro da Economia Paulo Guedes. Cinco anos depois, uniu-se a Mercatto, uma gestora de fundos líquidos, e a Trapezus, focada em estratégias quantitativas, adotando o nome de Bozano Investimentos.

Só em 2019, quando Guedes já havia se desligado da operação para assumir o ministério da Economia, é que passou a se chamar Crescera Capital. Com a saída de Sergio Eraldo Salles do grupo de sócios, em agosto do ano passado, uma nova geração que já tocava o dia a dia assumiu, de fato, o “poder” na gestora.

À frente da Crescera Capital estão agora Jaime Cardoso e Daniel Borghi, co-CEOs da gestora que tem mais de R$ 6 bilhões de ativos sob gestão e que investe em empresas de educação, saúde, tecnologia e varejo. Os ativos em carteira vão desde a Allura até o Oba Hortifruti, passando pelo Hospital Care e o grupo funerário Zelo.

“Desde o começo, fomos criados com a cultura de partnership”, diz Borghi, ao Café com Investidor, programa do NeoFeed que entrevista os principais gestores de private equity e venture capital do Brasil. “Temos um comitê executivo com seis sócios e quando não há consenso, eu e o Jaime decidimos. Era assim antes com o Paulo Guedes e o Sergio Eraldo Salles.”

Atualmente, a Crescera Capital conta com dois fundos ativos de growth e três de venture capital. O mais recente deles, com meta de chegar a R$ 500 milhões, fez recentemente o first closing, levantando aproximadamente metade do capital. Em breve, deve concluir o segundo fechamento com mais R$ 100 milhões. Até o fim do ano, a captação deve ser concluída.

Deste fundo, o terceiro focado em venture capital, a Crescera pretende investir em até 15 empresas, com cheques que variam de R$ 20 milhões a R$ 30 milhões em startups em estágios mais avançados. Até agora, a gestora já fechou quatro deals. Os ativos investidos são a empresa de aluguel de Tembici, a de marketing de conteúdo Rock Content, a plataforma de bem-estar Vittude e a plataforma de leads para empresas Leads2B.

Em 2023, o plano da gestora é começar a levantar um novo fundo de early stage. Os detalhes deste fundo ainda estão em fase de definição, mas Borghi acredita que pode chegar a R$ 200 milhões. Neste /caso, o alvo são empresas iniciais e os cheques podem variar de R$ 3 milhões a R$ 4 milhões.

Nesta entrevista, que você assista no vídeo acima, Borghi fala também sobre a experiência da Crescera Capital em IPOs (Abril Educação, Ânima, Afya e Estapar são ativos da gestora que abriram o capital), explica a razão de ter lançado um SPAC, conta sobre algumas das saídas já realizadas e analisa o cenário de investimentos no Brasil. Assista a mais um episódio do Café com Investidor.

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