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O iti, enfim, decolou. Agora, o Itaú Unibanco projeta 15 milhões de clientes até o fim de 2021

Um dos focos da gestão de Milton Maluhy Filho, novo CEO do banco, a plataforma de conta digital e pagamentos superou a marca de 6 milhões de clientes, sendo que mais de 3 milhões foram conquistados neste ano e 84% não têm qualquer relacionamento com o Itaú Unibanco

 

Em fevereiro deste ano, quando assumiu oficialmente o comando do Itaú Unibanco, em substituição a Cândido Bracher, Milton Maluhy Filho tinha pela frente uma série de desafios. Entre eles, fazer decolar o iti, aplicativo de pagamentos lançado pelo banco em 2019.

Três meses depois, o iti foi justamente um dos pontos destacados pelo executivo na apresentação do resultado do Itaú Unibanco referente ao primeiro trimestre de 2021. Para mostrar serviço e dar um termômetro da evolução dessa oferta, o banco divulgou mais detalhes e números relativos à operação.

“Durante um bom período, nós ficamos absolutamente focados internamente para fazer todas as correções, adaptações e mudanças na estratégia do iti”, afirmou Maluhy Filho, em conferência com jornalistas, nesta manhã de terça-feira. “Isso fez com que ele se tornasse um banco 100% digital, com uma proposta muito focada no público jovem e não bancarizado.”

Para dar fôlego ao aplicativo, o Itaú ampliou o escopo de produtos e serviços ofertados. Atualmente, o iti traz, por exemplo, conta digital gratuita, conta pagamento, saques digitais no Banco 24Horas, recargas de celular, cartão de crédito e PIX, sendo que 70% dos clientes já têm suas chaves do sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central cadastradas na plataforma.

Com esse modelo, o iti alcançou uma base superior a 6 milhões de clientes, sendo que mais da metade deles foram conquistados nesse ano. Dentro desse universo, 70% dos usuários têm entre 18 e 35 anos e 84% não têm conta ativa ou qualquer relacionamento com o Itaú Unibanco. “Nossa meta é chegar a 15 milhões de clientes até o fim de 2021”, disse Maluhy Filho.

O caminho para concretizar esse número, no entanto, não será fácil. Hoje, nesse espaço, um dos destaques é o PicPay, que tem 50 milhões de usuários e prepara uma abertura de capital na Nasdaq.

Outro nome relevante é o Mercado Pago, fintech do Mercado Livre, que tem mais de 20 milhões de usuários cadastrados em sua conta e cuja operação brasileira já responde por 21% da receita de todo o grupo na América Latina. Ainda entre as plataformas de varejistas, vale destacar a Ame Digital, da B2W, com 15 milhões de clientes.

Já entre os bancos, uma oferta similar é a Bitz, lançada em setembro de 2020 pelo Bradesco. Com algumas aquisições desde que chegou ao mercado, a carteira digital tem 500 mil downloads, 360 mil contas e a meta de chegar a cerca de 4 milhões de usuários em 18 meses.

Resultado

Avaliado em R$ 257,8 bilhões, o Itaú Unibanco apurou um lucro líquido de R$ 6,4 bilhões no primeiro trimestre deste ano, um crescimento de 63,6% sobre a cifra reportada na última linha do balanço um ano antes. Já as receitas de prestação de serviços avançaram 0,5%, para R$ 9,5 bilhões.

Entre janeiro e março, a carteira de crédito do banco somou R$ 906,4 bilhões, alta de 15% sobre igual período de 2020 e de 4,2% na comparação com o quarto trimestre do ano passado.

Milton Maluhy Filho, CEO do Itaú Unibanco

Um dos pontos destacados foi o recuo de 59,2% no custo de crédito, para R$ 4,1 bilhões. O indicador inclui a despesa de provisão para créditos de liquidação duvidosa (PDD), que registrou uma queda de 57,3%, para R$ 4,4 bilhões, na comparação anual.

Em relatório, a XP ressaltou o lucro 9% acima de suas estimativas. Mas fez ressalvas aos números apresentados pelo banco e destacou que os investidores devem manter uma atenção especial à “qualidade menos inspiradora” dos resultados.

“O Itaú divulgou diversos itens não sustentáveis, que ajudaram no resultado, enquanto áreas relevantes como rendas de tarifas, margem financeira com clientes e custos apresentaram desempenho abaixo do esperado”, escreveram os analistas Marcel Campos e Matheus Odaguil, que reiteraram a classificação neutra para o papel e um preço-alvo de R$ 29.

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