Para a G2D, o Mercado Bitcoin é a nova Coinbase

A holding de investimentos do GP Investments ganhou 700% com sua fatia na Coinbase. Agora, ela detém uma participação mínima no Mercado Bitcoin, que se valorizou mais de 19 vezes depois do aporte do Softbank

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O Mercado Bitcoin foi avaliado em US$ 2,1 bilhões

No aporte de US$ 200 milhões que o Softbank fez no Mercado Bitcoin, avaliando a corretora brasileira de criptomoedas em US$ 2,1 bilhões, a G2D viu sua pequena fatia de 3,5% se reduzir para 3,23%. Mas a holding de investimentos do GP Investments, que acabou de fazer IPO de seus BDRs na B3, não tem do que reclamar. Ao contrário.

Após a aquisição, a G2D deve adicionar R$ 245,3 milhões ao NAV (net asset value), um ganho de mais de 19 vezes em comparação ao valor anterior representado pelo Mercado Bitcoin.

Para se ter uma ideia, o NAV ajustado, que é o valor dos ativos líquidos sob gestão da G2D, sai de R$ 387,7 milhões, no primeiro trimestre de 2021, para R$ 915 milhões, no segundo trimestre, um crescimento de mais de duas vezes, segundo estimativa da XP.

A própria XP revisou o valor dos BDRs da G2D para um preço-alvo de R$ 9 após a transação. Antes, estava em R$ 7, um potencial de valorização de mais de 28%. No momento, as BDRs estão cotadas R$ 7,25, alta de mais de 8%.

O NeoFeed apurou que a G2D não vendeu sua totalidade porque acredita que o Mercado Bitcoin tem ainda muito potencial de valorização – o que deve acontecer com novas rodadas ou um futuro IPO.

Em certa medida, a gestora está tentando replicar a tese do Coinbase. A G2D entrou na corretora de criptomoedas quando ela valia US$ 1 bilhão. E saiu de lá no IPO, em meados de abril deste ano, quando foi avaliado em US$ 85 bilhões.

Como no Mercado Bitcoin, a G2D tinha uma pequena fatia, mas que lhe rendeu US$ 5,9 milhões, uma valorização de 700%. A aposta é que o Mercado Bitcoin possa se transformar na nova Coinbase.

A G2D tem fatias minoritárias em diversas em empresas. Nos Estados Unidos, a companhia investe na Expanding Capital, um fundo de venture capital que tem cinco unicórnios no portfólio: a Clover Health (que abriu o capital por meio de um SPAC), a ClassPass, a Farmer Business Network, a Turo e a Fair.

Na Europa, a G2D criou a The Craftory, uma holding que investe em empresas com uma pegada ESG (environmental, social and corporate governance) na área de consumo de todo o mundo. Entre elas, está a chilena NotCo, de alimentos veganos, que muitos consideram o próximo unicórnio da América Latina.

Nessa holding, que aposta em DVNBs (digital vertical native brands), a G2D conta ainda com a Dropps (de detergentes ecológicos), a TomboyX (de lingeries e cuecas, uma antítese da Victoria’s Secret da época das angels) e a Moss (de créditos de carbonos), entre outros investimentos.

No Brasil, a estratégia é de investimentos diretos. E o alvo preferido são fintechs, como a registradora especializada em recebíveis Cerc; a Blu Pagamentos, de antecipação de recebíveis; a plataforma de investimentos Sim;paul; e a de crédito educacional Quero Educação. E, claro, o Mercado Bitcoin.

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