Bradesco Seguros, Fleury e BP investem R$ 678 milhões para criar empresa de oncologia

Empresa, que terá as três instituições como acionistas em partes iguais, representa a mais recente iniciativa de parceria no setor de saúde, marcado por diversas consolidações nos últimos anos

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(Da esquerda para direita) Carlos Marinelli, da Bradesco Seguros, Denise Santos, CEO da BP e Jeane Tsutsui, CEO do Fleury

Quando o assunto é M&As e parcerias, não tem setor mais aquecido do que o de saúde, protagonista dos principais movimentos nos últimos anos. 

A mais recente novidade veio nesta terça-feira, 17 de maio, com a Bradesco Seguros, o Grupo Fleury e o Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, a BP, anunciando a criação de uma companhia dedicada ao segmento de serviços oncológicos.

A empresa, cujo nome não foi revelado, terá as três instituições como acionistas em partes iguais e oferecerá serviços de rastreamento, prevenção, diagnóstico, tratamento e reabilitação de pacientes com câncer, com abrangência nacional. 

As partes informaram ainda que realizarão um aporte primário total de R$ 678 milhões para ajudar nos cinco primeiros anos de operação. A nova empresa deverá contar com clínicas e câncer centers em diferentes cidades do Brasil.

Em nota, a CEO da BP, Denise Soares dos Santos, informou que o hospital, além dos recursos, vai aportar seu conhecimento em oncologia e hematologia na nova empresa. “Essa iniciativa ratifica a estratégia da instituição de expandir os negócios e ter presença geográfica em âmbito nacional”, diz ela. 

A criação da nova companhia ainda depende da aprovação das autoridades concorrenciais brasileiras, do Banco Central e da verificação de outras condições usuais para esse tipo de negócio. 

Parcerias do tipo que BP, Fleury e Bradesco Seguros firmaram têm sido cada vez mais comuns no setor médico, em meio à consolidação que tem se visto de hospitais, clínicas e laboratórios. 

O próprio Fleury, por exemplo, firmou no ano passado um acordo com a Sociedade Beneficente Israelita Albert Einstein para cooperar no desenvolvimento de soluções na área de genômica, visando a atender os consumidores interessados em realizar gestão preventiva de saúde a partir de testes genéticos. 

O Fleury, em particular, tem sido muito ativo no mercado. Nos últimos cinco anos, o grupo de medicina diagnóstica fez 14 aquisições, investindo mais de R$ 1 bilhão e não pretende parar por aí, conforme disse a CEO Jeane Tsutsui ao NeoFeed no começo deste mês.

Com as transações, o Fleury entra em novas áreas que complementam o seu core, a medicina diagnóstica. No ano passado, a empresa comprou o CIP (Centro de Infusões Pacaembu), Clínica de Olhos Dr. Moacir Cunha e Instituto Vita de Ortopedia.

Já a Bradesco Seguros está se movendo lentamente e está sentindo a pressão de analistas e investidores, especialmente após a Rede D’Or anunciar a compra da SulAmérica em fevereiro, num acordo que avaliou a seguradora em R$ 15 bilhões. 

As ações do Fleury, única empresa da parceria com capital aberto na B3, fecharam o dia com alta de 1,24%, a R$ 14,72, acumulando queda de 13% no ano, levando o valor de mercado a R$ 4,6 bilhões.

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