Negócios

Hashdex capta R$ 600 milhões com primeiro ETF de criptoativos do Brasil

O volume captado é mais de duas vezes superior ao esperado e contou com a participação de mais de 25 mil investidores pessoas físicas, que representaram mais de 80% da oferta. O ETF começará ser negociado em 26 de abril na B3

 

Em um momento em que o interesse por moedas digitas como o bitcoin cresce em todo mundo, a gestora de ativos digitais Hashdex conseguiu levantar em R$ 600 milhões com o primeiro ETF de criptomoedas do Brasil, que vai ser negociado na B3 a partir de 26 de abril. O volume é mais de duas vezes superior ao valor mínimo da oferta, que era de R$ 250 milhões, segundo fontes ouvidas pelo NeoFeed.

A oferta contou com a participação de mais de 25 mil investidores pessoas físicas, que representaram mais de 80% da oferta, que foi coordenada pela Genial Investimentos e teve a participação de BTG Pactual, Itaú BBA e Banco do Brasil. Entraram também investidores institucionais de fundos hedge brasileiros em um volume menor.

Os números são provisórios, pois ainda não estão totalmente fechados. A reserva para participar da emissão terminava nesta terça-feira, 20 de abril. Mas o balanço final deve ser divulgado oficialmente na quinta-feira, 22 de abril.

O Hashdex Nasdaq Crypto Index Fundo de Índice replica o Nasdaq Crypto Index (NCI), que foi desenvolvido pela Nasdaq e pela própria Hashdex. Ele reflete uma cesta de seis moedas do mercado de criptoativos e é rebalanceado trimestralmente – bitcoin, ethereum, stellar, oitecoin, bitcoin cash e chainlink. Atualmente, o bitcoin representa 78% do índice e o ethereum, 16%.

Em fevereiro, a Hashdex já havia lançado um ETF (Exchange Traded Fund, fundos que replicam índices e são negociados em bolsa como se fossem ações) parecido na Bolsa de Valores de Bermudas, nas Ilhas Britânicas. A gestora também comercializa quatro fundos no mercado brasileiro.

Em 2021, o bitcoin, principal moeda digital, já se valorizou 96,6%. Atualmente, está cotado a US$ 56.808, mas a cotação já superou os US$ 60 mil em abril – nos últimos dias, a moeda oscilou bastante por conta da Turquia proibir pagamentos com criptoativos.

Essa alta das moedas digitais vêm na esteira de diversos movimentos que foram dando credibilidade a essa classe de ativos. A fabricante de carros elétricos Tesla, por exemplo, comprou US$ 1,5 bilhão em bitcoin e informou que vai aceitar pagamentos com a moeda no futuro no começo de fevereiro deste ano.

Desde então, em pouco menos de três meses, o bitcoin subiu 84,5% e foi acompanhado por outros criptoativos, como o etherium, que avançou 82,2%. Na direção inversa, o real se desvalorizou 3,8% frente ao dólar nesse período.

Em relatório divulgado nesta terça-feira, 20 de abril, a XP Investimentos fez um cálculo que mostrou a força das moedas digitais. Hoje, essa classe de ativos, que tem quase 5 mil moedas, já consolida US$ 2,1 trilhões em valor de mercado, desempenho superior as maiores empresas cotadas em bolsa e mais do que o dobro do valor das empresas brasileiras listadas na B3 – elas valem US$ 900 bilhões.

Só a Apple, que vale US$ 2,2 trilhões, está à frente das moedas digitais, que superam a petroleira Saudi Aramco, a Microsoft, a Amazon e a Alphabet (holding que é dona do Google), na comparação realizada pela XP. Só o bitcoin sozinho tem um valor de US$ 1,1 trilhão, maior do que a chinesa Tencent e o Facebook.

Na semana passada, a Coinbase, a maior corretora de criptoativos dos Estados Unidos, abriu o capital na Nasdaq e fechou o primeiro dia de negociação avaliada em US$ 85 bilhões, mais do que Itaú e Bradesco somados. Depois recuou e hoje vale US$ 59,7 bilhões – ainda assim mais do que o Itaú, que tem valor de US$ 44,9 bilhões.

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